Resultados

A1.1 VALOR ECOLÓGICO E CONTAMINAÇÃO DO SOLO

Objetivo

Eleger, para implantação do projeto, áreas degradadas ou contaminadas, já pertencentes às áreas urbanas estabelecidas, evitando-se, assim, o uso de solos ricos (com relação ao valor ecológico) para edificações.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Aproveitar solos contaminados passíveis de ocupação.
  • Revitalizar zonas urbanas abandonadas, como áreas portuárias ou industriais.
  • Ocupar áreas urbanas remanescentes do crescimento desigual da região, cujo potencial de recuperação ambiental tenha sido descartado ou não possua valor ecológico significativo na região.
Marcas de referência

A1.2 VULNERABILIDADE DO SOLO À INUNDAÇÃO

Objetivo

Evitar a implantação do empreendimento em terrenos alagáveis.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Evitar a escolha de terreno situado em planície aluvial, fundo de vale, área que sofra influência das marés, solo com alto índice de impermeabilidade, ou que apresente qualquer outra característica que potencialize sua vulnerabilidade à inundação.
  • Buscar informações e registros sobre ocorrências de inundações na região nos últimos 10 (dez) anos, de acordo com as séries históricas climáticas existentes.
  • Realizar um levantamento das características locais quanto aos seguintes aspectos:
  • Meio físico – topologia, natureza do solo, hidrologia, geologia, etc.
  • Meio climático – dados pluviométricos, incidência solar, predominância dos ventos, etc.
  • Infraestrutura – sistemas de drenagem de água pluvial, etc.
  • Registro de ocorrência de inundações.
Marcas de referência

A1.3 POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO DE CORPOS D'ÁGUA

Objetivo

Evitar que um empreendimento seja implantado em um terreno de forma que favoreça a contaminação de corpos de água.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Evitar a escolha de terreno situado muito próximo a corpos de água superficial ou que apresente lençol freático contíguo à superfície.
  • Dar especial tratamento às atividades que serão desenvolvidas no empreendimento, as quais podem gerar resíduos com maior potencial de contaminação (ex. alimentação, manipulação de materiais potencialmente poluentes, estacionamentos, uso de agrotóxicos, etc.).
Marcas de referência

A1.4 PROXIMIDADE DO SÍTIO AO TRANSPORTE PÚBLICO

Objetivo

Estimular o uso do transporte coletivo em detrimento ao uso do automóvel particular, fazendo com que, assim, o deslocamento de pessoas até o local auxilie na redução e/ou não aumento do número de automóveis particulares circulantes no meio.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Eleger terrenos localizados em regiões atendidas por transporte público de qualidade, para a implantação de empreendimentos com potencial de geração de tráfego intenso.
  • Considerar as possibilidades de transporte público seletivo, como forma de se atingir a maioria dos utilizadores de automóveis particulares.
Marcas de referência

A1.5 RELAÇÃO COM USOS DO ENTORNO

Objetivo

Incentivar a proximidade do empreendimento a outros tipos de usos; diminuindo as distâncias a serem percorridas e encorajando, dessa maneira, a utilização dos meios de transporte não motorizados, como o deslocamento a pé e de bicicleta (KEELER; BURKE, 2010).

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Escolher terrenos próximos a ou inseridos em zonas que permitam o uso misto.
Marcas de referência

A1.6 POTENCIAL DE CLIMATIZAÇÃO NATURAL

Objetivo

Subsidiar as estratégias de conforto ambiental, incentivando a máxima exploração dessas possibilidades.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Elaborar estudo preliminar de climatização e conforto ambiental, conforme estabelecido pelo IOPES (Instituto de Obras Públicas do Espírito Santo – ESPÍRITO SANTO, 2009).
Marcas de referência

A1.7 PROCESSO DE PROJETO INTEGRADO

Objetivo

Garantir eficácia do projeto, otimizando ao máximo o produto final através da sistematização das decisões tomadas e evitando os conflitos entre os diversos projetos envolvidos e a necessidade de compatibilizações futuras ou do retrabalho.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Comunicação clara e contínua entre os profissionais envolvidos.
  • Utilização de ferramentas tecnológicas para gerenciamento de arquivos, preferencialmente online, de forma a colaborar na organização do fluxo de informações entre os profissionais envolvidos, facilitando, assim, a simultaneidade/paralelismo no desenvolvimento dos projetos.
  • Utilização de ferramenta computacional específica para controle, gestão, desenho e etc. como suporte para qualidade do produto. Um exemplo de ferramenta é o BIM (Building Informatio Modeling ou Modelo/Modelagem de Informações de Construção).
Marcas de referência

A2.1 APROVEITAMENTO DO POTENCIAL CONSTRUTIVO

Objetivo

Garantir que o empreendimento explore o máximo possível do potencial construtivo do terreno.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Escolher terrenos com potencial construtivo compatível com o programa do empreendimento.
  • Adequar o programa ao potencial construtivo do terreno.
Marcas de referência

A2.2 MÚLTIPLOS USOS (APLICÁVEL A EMPREENDIMENTOS COM ÁREA SUPERIOR A 10.000m²)

Objetivo

Estimular a diversidade de atividades em um mesmo empreendimento.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Escolher terrenos para os quais o Plano Diretor Urbano ou Municipal permita o uso misto;
  • desenvolver programas que reúnam mais de um uso;
  • além da previsão de múltiplos usos, recomenda-se planejar os espaços para que sejam capazes de abrigar atividades paralelas de apoio – mesmo que estas não sejam a sua função primária, como academias de ginástica, salões de beleza, cafés e restaurantes;
  • incentivar a utilização alternada ao longo do dia.
Marcas de referência

A2.3 INCENTIVO AO TRANSPORTE NÃO MOTORIZADO (APLICÁVEL A EMPREENDIMENTOS COM ÁREA SUPERIOR A 5.000m²)

Objetivo

Incentivar, entre os usuários do empreendimento, o emprego de meios não motorizados de transporte, com destaque para a caminhada e a bicicleta como alternativas de mobilidade urbana (BRASIL, 2007; WBCSD, [2004?]). Além de favorecer a locomoção dos portadores de necessidades especiais.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Dar preferência a terrenos próximos a regiões residenciais ou bairros em que o Plano Diretor Urbano ou Municipal permita o uso misto, de modo a encurtar os trajetos dos usuários, permitindo, assim, que os mesmos empreguem os meios de transporte não motorizados (KEELER; BURKE, 2010).
  • Priorizar a escolha de terrenos próximos a estações e terminais de transporte público, para que o trajeto entre esses locais e o empreendimento possa ser feito por meios não motorizados.
  • Dar preferência a terrenos cuja malha viária do entorno favoreça um deslocamento por caminhada, seguro e confortável, ou seja, um deslocamento que permita o acesso através de passeios bem sinalizados, pavimentados, iluminados e sombreados, de preferência por árvores (ALTAMIRANO; AMARAL; SILVA, 2008; KEELER; BURKE, 2010). Os passeios devem, ainda, obedecer à NBR 9050 (ABNT, 2004), de modo a serem acessíveis também aos portadores de necessidades especiais.
  • Dar preferência a terrenos servidos por rede cicloviária – esta se define como sendo o sistema viário, que permite o deslocamento seguro e confortável de ciclistas, e é composta por ciclovias, ciclofaixas e espaços compartilhados, além de estacionamentos para bicicletas e bicicletários públicos (BRASIL, 2007). Em adequação ao clima tropical, as redes cicloviárias devem, ainda, contar com projeto de paisagismo, de modo a oferecer sombreamento e, portanto, otimizar o conforto térmico ao longo do trajeto (KEELER; BURKE, 2010).
  • Conectar os passeios e pistas cicláveis, quando existentes dentro do sítio, àqueles do entorno e oferecer acessibilidade universal.
  • Prover bicicletários e vestiários com chuveiros para os trabalhadores, e estacionamento com paraciclos para visitantes. Segundo a referência "De bicicleta para o trabalho" (2002), a maneira mais eficaz de incentivar as pessoas a irem para o trabalho de bicicleta é oferecendo um lugar seguro para estacioná-las, pois uma grande barreira ao seu uso como transporte é a preocupação com furtos. De acordo com a mesma obra, os estacionamentos de bicicleta para visitantes, quando em área externa, devem ser instalados, se possível, próximo à entrada principal do edifício (até 30 metros), pois a movimentação de pessoas no local gera uma vigilância constante, fazendo com que se torne mais seguro.
Marcas de referência

A2.4 COMPENSAÇÕES DOS POLOS GERADORES DE TRÁFEGO (APLICÁVEL A EMPREENDIMENTOS COM ÁREA A PARTIR DE 5.000m² OU POPULAÇÃO A PARTIR DE 500 USUÁRIOS INCENTIVO AO TRANSPORTE NÃO MOTORIZADO (APLICÁVEL A EMPREENDIMENTOS COM ÁREA SUPERIOR A 5.000m²)

Objetivo

Minimizar os distúrbios relativos à circulação de veículos e pessoas através de layout e promover acessos bem planejados ao sítio. Assegurar, dessa maneira, a fluidez dos acessos, facilitando o fluxo contínuo do movimento de veículos dentro e fora do empreendimento, evitando congestionamentos ao redor das entradas e saídas.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Prover áreas de acumulação necessárias para os veículos que acessam o empreendimento, cujo dimensionamento pode ser realizado através da adoção de modelos bem sucedidos seguidos por empreendimentos semelhantes.
  • Racionalizar a circulação de veículos dentro do empreendimento de modo a primar pela fluidez.
  • Planejar o layout de estacionamentos prevendo manobras simples e eficientes.
  • Ofertar número apropriado de vagas de estacionamento para veículos de serviço envolvidos na operação do edifício (veículos de manutenção, de emergência, de carga e descarga de mercadorias e resíduos etc.), observando que essas áreas devem ser exclusivas e ter acesso diferenciado, não cruzando com rotas de pedestres, ciclistas nem automóveis.
  • Prover, para equipamentos com grande volume de embarque e desembarque de pessoas, áreas destinadas a tal fim, dentro do terreno, evitando dessa maneira que a atividade ocorra no espaço público.
  • Projetar as circulações de modo a haver uma separação física rigorosa entre os diferentes fluxos, visando à segurança.
  • Prover número de entradas e saídas, de veículos e pedestres, adequado ao porte do projeto, sendo que o dimensionamento poderá ser realizado a partir da adoção de modelos eficientes estabelecidos em empreendimento semelhante.
  • Prover vagas de estacionamento para ônibus.
  • Prover área para táxi.
  • Distribuir, no caso de terrenos com mais de uma testada, os acessos entre as vias limítrofes, de modo a evitar o acúmulo de veículos e pedestres em apenas uma delas. Quando possível, dar preferência pela localização dos acessos em vias de menor intensidade de fluxo.
Marcas de referência

A2.5 PROVISÃO DE ESPAÇOS VERDES NO EMPREENDIMENTO

Objetivo

Favorecer a presença de vegetação nas áreas livres do terreno e onde for possível, como em tetos verdes, paredes, muros etc.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Prover espaços verdes em área superior à taxa de permeabilidade mínima estabelecida pela legislação municipal.
  • Utilizar vegetação em toda a área permeável.
  • Utilizar vegetação onde for possível, inclusive sobre elementos arquitetônicos como tetos, fachadas, muros etc.
  • Identificar a vegetação cuja importância justifique sua manutenção, no sentido de se manterem as áreas verdes existentes no sítio previamente à instalação do empreendimento.
  • Evitar, em proximidade com usuários, espécies vegetais com potencial de risco sanitário, como as espécies tóxicas e aquelas alergênicas (MASCARÓ; MASCARÓ, 2005).
  • Ponderar a criação de zonas de acúmulo de água pelo projeto, devido ao fato de serem ambientes favoráveis à proliferação de insetos, e assim, potenciais origens de risco sanitário, como no caso da dengue. Nesse sentido, evitar também espécies que favoreçam tal acúmulo.
  • Dispor árvores para sombreamento da edificação, principalmente das fachadas voltadas para Norte e Oeste, respeitando-se os distanciamentos da vegetação, com relação às fachadas, e os espaçamentos entre as árvores, conforme o porte de cada espécie.
  • Dispor árvores para sombreamento das áreas de estar externas e dos estacionamentos descobertos. ? Eleger espécies adequadas à necessidade de sombreamento. Para regiões de clima tropical – com temperaturas altas durante a maior parte do ano, como a região da Grande Vitória –, são indicadas as árvores perenes, por oferecerem sombreamento durante todo o ano. Nas regiões de clima tropical de altitude – como a região de montanhas –, é interessante alternar o sombreamento com árvores perenes e caducifólias ou semi-decíduas (MASCARÓ; MASCARÓ, 2005).
Marcas de referência

A2.6 USO DE PLANTAS NATIVAS OU ADAPTADAS

Objetivo

A opção por espécies nativas visa a uma maior facilidade de manutenção das áreas verdes, a um consumo de água adequado ao regime de chuvas, e a menor necessidade de fertilizantes artificiais. Além disso, há um estímulo à manutenção dos ecossistemas locais, preservando-se a biodiversidade, ao contribuir com o desenvolvimento da flora e da fauna que habitam naturalmente o local.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Eleger, no projeto de paisagismo, espécies nativas ou adaptadas ao clima e ao terreno (KEELER; BURKE, 2010).
  • Identificar a vegetação cuja relevância justifique sua manutenção, seja no local original ou através de ações de relocação no sentido de se manter a vegetação nativa ou adaptada existente no sítio previamente à instalação do empreendimento.
Marcas de referência

B1.1 ESTUDO DE VIABILIDADE DE IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE ENERGIA RENOVÁVEL NO EDIFÍCIO

Objetivo

Verificar a viabilidade técnica e econômica da instalação de um sistema de geração de energia por fonte renovável no empreendimento.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Realizar o estudo de viabilidade técnico-econômica de um sistema de energia renovável por profissional ou empresa habilitado, com experiência comprovada em energias renováveis;
  • Sempre que possível deve-se fazer o estudo para dois ou mais tipos de tecnologias de energia renovável, associadas ou não, tais como aerogeradores, biodigestores, fotovoltaica e coletores solares;
  • Na eventual adoção de energia fotovoltaica e coletores solares, dar preferência por equipamentos com ENCE (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia) nível A;
  • Buscar as condições geográficas e ambientais favoráveis para a eficiência do sistema de energia renovável. No caso dos coletores solares, recomenda-se uma instalação voltada para o Norte geográfico e desvio máximo de até 30 graus em relação a esta orientação; o ângulo de inclinação dos coletores solares deve estar no intervalo compreendido entre a latitude do local do edifício e esta latitude acrescida de 10 graus (BRASIL, 2010). O mesmo se aplica para módulos fotovoltaicos.
Marcas de referência

B1.2 USO DE ENERGIA PROVENIENTE DE FONTE RENOVÁVEL GERADA NO LOCAL

Objetivo

Incentivar a geração de energia a partir de fontes renováveis no próprio empreendimento a fim de reduzir os gastos com energia importada da rede e as perdas características da transmissão de energia no país. Considerando uma escala global, espera-se minimizar as emissões de gases de efeito estufa proveniente da utilização de energias não-renováveis.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Implantar, sempre que viável, sistema de energia a partir de fontes renováveis como eólica, solar e biomassa.
Marcas de referência

B1.3 USO DE ENERGIA PROVENIENTE DE FONTE RENOVÁVEL GERADA NO LOCAL

Objetivo

Promover o uso de estratégias arquitetônicas que favoreçam a eficiência energética dos sistemas instalados no edifício, por meio da concepção arquitetônica da envoltória.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Utilizar elementos sombreadores nas áreas envidraçadas.
  • Evitar áreas envidraçadas, sem sombreamento, principalmente quando voltadas para as orientações Oeste e Noroeste.
  • Evitar grandes áreas de iluminação zenital.
  • Utilizar fatores solares baixos (<0,4) nas áreas envidraçadas desprotegidas.
  • Projetar vedações externas com inserção de elementos isolantes ou fachada ventilada.
Marcas de referência

B1.4 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DO SISTEMA DE AR-CONDICIONADO

Objetivo

Auxiliar na definição de um sistema de condicionamento do ar que propicie conforto térmico com a máxima eficiência energética.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Especificar os aparelhos de ar-condicionado com maior eficiência, conforme indicado pelo Selo Procel e pelo RTQ-C (BRASIL, 2010).
Marcas de referência

B1.5 DENSIDADE DE POTÊNCIA DE ILUMINAÇÃO LIMITE

Objetivo

Dotar os empreendimentos de sistemas de iluminação artificial eficientes nos espaços interiores.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Especificar lâmpadas eficientes (maior relação lm/W), para que a densidade de potência de iluminação não ultrapasse os limites, relativos ao uso de cada ambiente, estabelecidos pelos RTQ - Requisitos Técnicos da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos (BRASIL, acesso em 02 fev. 2011).
  • Escolher luminárias que permitam o aproveitamento eficiente da luz fornecida pelas lâmpadas, como por exemplo, as que possuem refletores de alumínio.
  • Utilizar cores de pisos, paredes e tetos claras, em especial em ambientes pequenos. Quanto menor o índice do ambiente (K), mais claras devem ser as paredes (GHISI; LAMBERTS, 1998).
Marcas de referência

B1.6 MECANISMOS PARA ECONOMIA DE ENERGIA NO SISTEMA DE ELEVADORES (APLICÁVEL A EMPREENDIMENTOS QUE POSSUEM TAL SISTEMA

Objetivo

Diminuir o consumo de energia utilizada para o funcionamento de elevadores e motores por meio de mecanismos economizadores instalados. Esses mecanismos só são válidos se não acarretarem em diminuição da eficiência dos equipamentos nem prejuízo ao conforto e segurança do usuário.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Aplicação dos mecanismos de economia de energia em elevadores tais como: sistema de elevadores inteligentes, sistema de antecipação de chamada, sistema de microprocessadores VVVF, e utilização de LED’s para iluminação eletrônica
Marcas de referência

B1.7 USO DE EQUIPAMENTOS EFICIENTES NO SISTEMA DE ENERGIA RENOVÁVEL DO EDIFÍCIO (APLICÁVEL A EMPREENDIMENTOS QUE POSSUEM TAL SISTEMA

Objetivo

Promover a eficiência dos sistemas projetados de geração de energia a partir de fontes renováveis.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Utilizar, nos sistemas de geração de energia por fonte renovável, equipamentos (módulos fotovoltaicos e coletores solares) com alta eficiência, conforme a classificação do PROCEL.
  • Em relação aos componentes do sistema fotovoltaico, mesmo não tendo a classificação pelo Programa PROCEL, recomenda-se utilizar baterias, controladores e inversores com algum tipo de certificação internacional ou que possua algum laudo de laboratório brasileiro com a verificação da eficiência dos mesmos.
Marcas de referência

B2.1 SITUAÇÃO REGULAR DAS EMPRESAS FORNECEDORAS DE MATERIAIS E COMPONENTES JUNTO AO GOVERNO FEDERAL

Objetivo

Incentivar o cumprimento dos direitos previdenciários do trabalhador e a não evasão fiscal, fatores relevantes para o cumprimento da função social dos tributos e para a aproximação da equidade social inerente ao conceito de desenvolvimento sustentável.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Especificar materiais e componentes cujos fornecedores e fabricantes possuam cadastro no sistema de pessoas jurídicas da Receita Federal e estejam regulares quanto a sua situação fiscal, incluindo a esfera previdenciária.
Marcas de referência

B2.2 ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS E COMPONENTES NORMATIZADOS

Objetivo

Adoção de materiais e componentes normatizados considerando que as normas contribuem para a melhoria da qualidade dos produtos e serviços, para maior produtividade, para a proteção ao consumidor, para sua segurança, para a redução dos custos na etapa produtiva, para a constituição de uma linguagem única entre produtor e consumidor, entre outros (ASSOCIAÇÃO..., acesso em 4 abr. 2010).

Recomendações, diretrizes, estratégias

Por prioridade, adota-se como referência as Normas Técnicas nacionais e, na inexistência destas, recomenda-se o cumprimento das exigências estabelecidas em Normas internacionais específicas e coerentes com os materiais e componentes utilizados na construção.

  • Explicitar, no caderno de especificações, as normas técnicas relacionadas ao desempenho e qualidade que os materiais e componentes especificados para o empreendimento deverão cumprir.
  • Especificar materiais e componentes com certificação obrigatória ou certificação voluntária concedida pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), através do RAC (Regulamento de Avaliação da Conformidade), que atesta o cumprimento das normas técnicas por determinados materiais e componentes.
  • Especificar cimento e blocos de concreto de fabricantes que possuem o Selo da Qualidade ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), visto que este garante que as empresas do setor que o possuem já cumprem às normas técnicas correspondentes.
  • Seguir as recomendações técnicas fornecidas pelas normas de desempenho do material.
Marcas de referência

B2.3 ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS E COMPONENTES NORMATIZADOS

Objetivo

Garantir minimamente a legitimidade e o cumprimento das ações indicadas para cada tipo de processo aos quais os materiais e componentes são submetidos. Neste sentido, contribui-se com a saúde e o bem estar da sociedade, através de atividades socialmente responsáveis e minimizam-se os impactos ao meio ambiente pela adoção de práticas como o manejo da extração de recursos naturais (NEBEL et al., 2005; JOHN, OLIVEIRA, AGOPYAN, 2006; OLIVEIRA, 2009; TURK, 2009).

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Ao especificar madeira e compostos de madeira, optar por empresas de extração e fornecimento certificadas, como por exemplo, o FSC ou o CERFLOR, do INMETRO.
  • Especificar materiais e componentes com certificação concedida por organismos reconhecidos.
Marcas de referência

B2.4 REÚSO DE MATERIAIS E COMPONENTES

Objetivo

Minimizar o uso de recursos naturais; indiretamente preservar a paisagem, a fauna e a flora, através da diminuição da demanda por materiais virgens; manter o patrimônio cultural; reduzir a produção de resíduos (principalmente de demolições) e o impacto ambiental gerado pelo descarte inadequado dos mesmos e pela extração e produção de novos materiais (JOHN, 2000; LJUNGBERG, 2007; OLIVEIRA, 2009; ROCHA; SATTLER, 2009).

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Usar elementos existentes no local, no caso de reforma e ampliações, e/ou o reúso de elementos originários de outros locais, desde que a fonte esteja distante, preferencialmente no máximo até 300km.
  • Reutilizar elementos construtivos, tais como vigas, pilares, esquadrias, entre outros.
  • Reutilizar cerâmica ou granito, por exemplo, para revestimentos.
  • Reaproveitar mobiliário existente.
  • Reutilizar louças e metais (pias, torneiras, lavatórios, etc.).
  • Reutilizar fiação e componentes do sistema elétrico, desde que comprovadamente não comprometam a segurança e eficiência da edificação.
  • Reutilizar componentes do sistema hidrosanitário, desde que comprovadamente íntegros e passíveis de reúso.
Marcas de referência

B2.5 ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS E COMPONENTES NORMATIZADOS

Objetivo

Adotar na edificação materiais e componentes reciclados, quando comprovada a eficácia e a menor geração de impactos ao meio ambiente durante o processo de reciclagem, evitando o uso de materiais virgens, como forma de economia de matéria prima, energia e outros bens naturais, além da redução da poluição e do descarte irregular de materiais (JOHN, 2000; LJUNGBERG, 2007; ORTIZ, CASTELLS, SONNEMANN, 2009; CHONG; HERMRECK, 2010).

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Utilizar materiais oriundos de reciclagem, tais como vidro, aço e alumínio, por exemplo.
  • Dar preferência, quando possível, a materiais e componentes com adição de resíduos, desde que estes apresentem, no mínimo, o desempenho previsto nas normas técnicas direcionadas ao material ou componente que compõem.
Marcas de referência

B2.6 USO DE MATERIAIS E COMPONENTES COM ADIÇÃO DE RESÍDUOS

Objetivo

Minimizar a extração de matéria-prima, diminuir os impactos provenientes do beneficiamento (possível economia de energia e redução na liberação de poluentes, etc.) e reutilizar resíduos que seriam descartados e causariam prováveis impactos ambientais (CHATEAU, 2007; HUBERMAN; PEARLMUTTER, 2007; MORA, 2007).

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Dar preferência a materiais e componentes que possuem adições de resíduos em sua composição, tais como concreto com adição de resíduos (pneus, casca de arroz, etc.), revestimentos, blocos de vedação e materiais para pavimentação em geral, desde que estes apresentem, no mínimo, o desempenho previsto nas normas técnicas direcionadas ao material ou componente que compõem.
  • Empregar cimento CPIII (com adição de escória), o que é considerado prática comum e, dessa forma, definido nas marcas de referência deste critério como um procedimento básico a ser adotado.
Marcas de referência

B2.7 USO DE MATERIAIS E COMPONENTES PRODUZIDOS NA REGIÃO

Objetivo

Reduzir a emissão de gases poluentes oriundos da queima de combustível – fóssil ou não - utilizado no transporte, diminuindo também a energia incorporada dos materiais. A utilização de materiais regionais também incrementa o mercado e a economia local, gerando emprego e renda para a região.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Dar preferência, quando possível, ao uso de materiais e componentes produzidos em um raio de, no máximo, 300 km a partir da obra.
Marcas de referência

B2.8 USO DE MATERIAIS E COMPONENTES COM ALTA DURABILIDADE

Objetivo

Aumentar a vida útil da edificação, evitando trocas e reformas. Sendo mais durável, pressupõe-se a menor necessidade de extração de matéria prima para novos empreendimentos e/ou para reformas, reduzindo também os danos e impactos causados pela extração e beneficiamento de novos materiais.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Especificar materiais e componentes com alta durabilidade.
  • Especificar materiais e componentes adequados ao tipo de uso e às características do local, principalmente climáticas.
  • Especificar materiais e componentes de acordo com a recomendação do fabricante
Marcas de referência

B2.9 SOLUÇÃO DE PROJETO PARA ECONOMIA DE MATERIAIS E COMPONENTES

Objetivo

Através de soluções de projeto, reduzir o consumo e o desperdício dos materiais construtivos em geral. Com isto, minimizam-se os impactos com a extração e beneficiamento de matéria prima para produção de novos materiais, além de se evitar problemas oriundos do descarte de resíduos (CHAU et al., 2007; LJUNGBERG, 2007; OSMANI, GLASS, PRICE, 2008; ORTIZ, CASTELLS, SONNEMANN, 2009).

Recomendações, diretrizes, estratégias

Grupo 1: Especificação de materiais e componentes

  • Usar materiais e componentes que necessitem de pouco ou nenhum acabamento, como por exemplo, parede de tijolos aparentes.
  • Usar materiais e componentes que não necessitem de material adicional para assentamento como, por exemplo, blocos de concreto, blocos intertravados, blocos de pedra, concregrama/pisograma, etc.
  • Usar materiais e componentes multifuncionais, ou seja, capazes de cumprir mais de uma função simultaneamente, como por exemplo, estrutural e vedação externa (alvenaria autoportante).
  • Usar materiais inteligentes ou ativos como, por exemplo, vidros com filtro de sol, que controlam a entrada de luz solar no ambiente (CANNAVALE et al., 2010).

Grupo 2: Solução de desenho

  • Apresentar solução de desenho arquitetônico que favoreça melhor desempenho (térmico ou acústico, por exemplo) para contribuir com a redução da quantidade de materiais. Um exemplo é a utilização de paredes não paralelas a fim de melhorar o desempenho acústico em locais que necessitam o controle da reverberação, evitando a necessidade de incremento de outros materiais para que se melhore o desempenho acústico do ambiente.
  • Aproveitar a topografia do terreno utilizando, por exemplo, partes inclinadas deste para a implantação de arquibancadas, dispensando a construção de componentes estruturais para suporte desse espaço.
  • Apresentar composição arquitetônica que, por si só, contribua para a proteção solar das aberturas, não criando a necessidade de elementos adicionais, como brises ou beirais extensos.
  • Apresentar solução de desenho que reduza as áreas de circulação ao mínimo necessário, como por exemplo, substituir as circulações por áreas de convívio.
  • Apresentar desenho arquitetônico que apresente soluções formais e de volumetria que atendam às necessidades funcionais, sem gerar desperdício espacial e de materiais.

Grupo 3: Sistemas e técnicas construtivas

  • Desenvolver projeto voltado para a redução de desperdício, como por exemplo, adoção de sistema modular e/ou de componentes pré-fabricados.
  • Compatibilizar as dimensões dos materiais e componentes com a obra. São exemplos neste caso, o uso de tijolos, pisos, revestimentos, esquadrias, etc., compatibilizados com as dimensões do edifício projetado, de modo a promover a máxima racionalidade e o mínimo desperdício.
  • Utilizar materiais eficientes e/ou técnicas construtivas que demandem menor quantidade de material para suportar uma mesma carga estrutural.
  • Adotar materiais e componentes adequados às exigências, não generalizando tal solução para toda a obra, independentemente da solicitação.
Marcas de referência

B2.10 USO DE MATERIAIS RENOVÁVEIS OU DE BAIXO IMPACTO

Objetivo

Evitar a extinção de recursos naturais, garantindo a oferta contínua e qualificada dos mesmos, bem como reduzir a energia incorporada da edificação, e seu impacto ambiental equivalente, através da seleção de materiais e componentes renováveis ou de baixo impacto.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Usar materiais abundantes, que não estejam em processo de extinção.
  • Usar materiais e componentes que estejam o mais próximo possível de seus estados naturais.
  • Usar materiais com um menor número de processos na sua cadeia produtiva que, segundo Roaf, Fuentes e Thomas (2009), geralmente são os de menor energia incorporada.
Marcas de referência

B3.1 ESTUDO DA VIABILIDADE DE ABASTECIMENTO DA EDIFICAÇÃO POR MEIO DE FONTES ALTERNATIVAS DE ÁGUA

Objetivo

Verificar a viabilidade técnica e econômica da instalação de um ou mais sistemas de abastecimento de água a partir de fontes alternativas no edifício.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Avaliar perspectivas presentes e futuras da possibilidade de aplicação das soluções de abastecimento de água por fontes alternativas.
  • Realizar o estudo de viabilidade técnico-econômica de um sistema de abastecimento de água por fontes alternativas por profissional ou empresa habilitado.
  • Sempre que possível deve-se fazer o estudo de viabilidade para mais de um tipo de sistema de abastecimento de água por fontes alternativas, associadas ou não, tais como: aproveitamento de água de chuva de cobertura, aproveitamento de água de chuva de fachada, aproveitamento de água de escoamento superficial, aproveitamento de água subterrânea, reúso de águas cinza, entre outros.
Marcas de referência

B3.2 USO DE FONTES ALTERNATIVAS DE ÁGUA

Objetivo

Reduzir na edificação o consumo de água proveniente da concessionária local por meio da utilização de fontes alternativas.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Implantar, sempre que viável, sistema de abastecimento por fontes alternativas.
  • Garantir, no caso da implantação de sistema de aproveitamento de água de chuva, que o mesmo esteja de acordo com a NBR 15527 (ABNT, 2007).
  • Considerar os conceitos e exigências para a implantação de sistemas alternativos de oferta de água apresentados por FIESP (2005), para os sistemas ainda não contemplados pela normalização brasileira.
Marcas de referência

B3.3 USO RACIONAL DA ÁGUA

Objetivo

Otimizar o consumo de água, empregando tecnologias e equipamentos economizadores, sem prejudicar o desenvolvimento das atividades dependentes da utilização deste recurso.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Direcionar a utilização de água potável exclusivamente para fins em que a potabilidade seja indispensável.
  • Especificar equipamentos economizadores de água sempre que não prejudique as atividades consumidoras, tais como bacias sanitárias com caixa acoplada, com válvula de descarga de ciclo seletivo ou até mesmo bacias sanitárias secas; torneiras hidromecânicas ou com sensor de presença; torneiras e/ou bicas em geral com arejadores; mictórios secos, tanto masculinos quanto femininos; registro regulador de vazão, como os para lavatórios e/ou chuveiros; e redutores de pressão.
  • Prever a instalação de hidrômetros de forma individual em setores pré-definidos.
  • Prever a instalação de reguladores de vazão, quando os cálculos de pressão justificarem a necessidade.
  • Prever micromedição e detectores automáticos de vazamento.
Marcas de referência

C1.1 IMPEDIR A MIGRAÇÃO DE POLUENTES

Objetivo

Evitar que os poluentes gerados por equipamentos instalados ou materiais acondicionados em determinados ambientes migrem para outros, contaminando-os.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Projetar áreas físicas isoladas para os ambientes que contenham equipamentos ou que abriguem atividades geradoras de poluentes.
  • Garantir ventilação independente a esses ambientes.
Marcas de referência

C1.2 SELEÇÃO DE MATERIAIS DE ACABAMENTO INTERNO

Objetivo

Minimizar a emissão de poluentes provenientes dos materiais de acabamento interno na edificação.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Piso: evitar o uso de materiais que emitem COV, tais como colas à base de solventes (utilizadas em pisos vinílicos, madeira compensada e carpetes), conservantes de madeira, etc.
  • Teto/ forro: evitar o uso de materiais que emitem COV, como tintas à base de solventes e vernizes, espuma de uréia-formaldeído, adesivos e isolantes; e materiais que emitem particulados, tais como os isolamentos com fibras minerais, materiais orgânicos ou sintéticos.
  • Acabamento interno/ paredes: evitar o uso de materiais que emitem COV, como tintas à base de solventes, papel de parede, espuma de uréia- formaldeído e adesivos.
  • Mobiliário: evitar o uso de materiais que emitem COV, tais como colas à base de solventes, vernizes, resinas, aglomerados de cortiça e madeira compensada, conservantes de madeira, etc.
Marcas de referência

C1.3 RENOVAÇÃO MECÂNICA DO AR EM AMBIENTES CLIMATIZADOS ARTIFICIALMENTE

Objetivo

Assegurar a eficiência da renovação mecânica do ar em ambientes climatizados artificialmente.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Projetar sistemas de ventilação e filtros de ar que assegurem vazão de ar e climatização adequada, atendendo a taxas higiênicas regulamentadas pela NBR 16.401-3 (ABNT, 2008).
  • Sempre que possível, optar por sistemas de condicionamento que permitam a renovação do ar, visto que alguns equipamentos não promovem a troca de ar no interior dos ambientes.
Marcas de referência

C1.4 CONTROLE DA FUMAÇA DE TABACO

Objetivo

Impedir a exposição de não-fumantes à fumaça proveniente do uso de tabaco nos interiores arquitetônicos.

Recomendações, diretrizes, estratégias

Opção 1 – Edifício não fumante:

  • Proibido o fumo dentro do edifício (adoção do conceito da "Rede Tabaco Zero").

Opção 2- Salas destinadas para fumantes:

  • Proibido o fumo dentro do edifício exceto nas salas destinadas a fumantes.
  • Projetar espaços abertos, ao ar livre ou na área exclusiva para fumar dos recintos de uso coletivo, públicos ou privados, conforme os termos do Regulamento Técnico (ESPÍRITO SANTO, 2009).
  • Os espaços projetados devem garantir o não escape da fumaça para áreas destinadas aos não fumantes, por meio de barreiras físicas ou mecânicas (insuflamento de ar e/ou exaustão), para impedir a transposição da fumaça.
Marcas de referência

C2.1 QUALIDADE DA VENTILAÇÃO NATURAL

Objetivo

Proporcionar ventilação natural que favoreça a salubridade e conforto nos ambientes internos.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Projetar aberturas em fachadas menos atingidas por poluentes e preferencialmente voltadas para os ventos dominantes.
  • Atender às áreas mínimas de abertura estabelecida pela Lei Municipal de Vitória n° 4.821/1998 (Código de Edificações).
  • Promover a circulação do ar por meio da adoção de estratégias de projeto como, por exemplo, a ventilação cruzada ou efeito chaminé.
  • Utilizar para as orientações de menor incidência de ventos, elementos projetados (beirais e elementos verticais) para desviar os ventos para o interior dos ambientes.
  • Utilizar elementos reguláveis que possibilitem controlar a entrada de ventos e chuva.
  • Prever dispositivos de proteção contra radiação direta do sol nas aberturas e permeáveis à passagem das brisas frescas.
  • Criar ou utilizar massas de vegetação próximas às aberturas para auxiliar no resfriamento do ar.
  • Prever colchão de ar ventilado entre cobertura e forro (ático) no pavimento superior dos edifícios.
  • Reduzir divisões e/ou paredes internas ou posicioná-las de forma a favorecer a permeabilidade da edificação aos ventos
Marcas de referência

C2.2 LOCALIZAÇÃO DAS ABERTURAS PARA TOMADA DE AR EXTERIOR

Objetivo

Promover o posicionamento das aberturas de forma a favorecer a entrada de ar mais saudável e, sempre que possível, mais fresco, nos interiores dos ambientes.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Localizar aberturas distantes de poluentes tais como estacionamentos, geradores, chaminés, ou qualquer outra fonte de poluição no entorno do edifício.
  • Proteger a captação de ar exterior contra intempéries (ABNT, 2008c).
  • Sempre que necessário, as aberturas devem ser providas de tela para impedir a entrada de insetos, quando necessário.
  • Desenvolver soluções de projeto de modo a dificultar a permanência de aves em áreas próximas à tomada de ar exterior (ABNT, 2008c).
  • Evitar uso de dutos para captação de ar e ter, preferencialmente, tomada direta para a parte externa da edificação, mesmo em ambientes de curta permanência.
  • No posicionamento da captação de ar exterior deve ser observado o sentido dos ventos dominantes no local e a propagação inerente a cada poluente, para evitar o arraste no sentido da tomada de ar externo (ABNT, 2008c).
Marcas de referência

C3.1 ABSORTÂNCIA SOLAR E TRANSMITÂNCIA TÉRMICA DA ENVOLTÓRIA

Objetivo

Utilizar materiais que minimizem a transmissão de calor entre os ambientes externo e interno e que minimizem a absorção da radiação, a fim de favorecer o conforto térmico dos usuários.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Projetar vedações externas, tanto coberturas quanto paredes, principalmente quando voltadas para as orientações oeste e noroeste, com componentes e elementos refletores e com baixa transmitância térmica, de acordo com a NBR 15.220-3 (ABNT, 2005c) e NBR 15575-4 (ABNT, 2008b).
  • Dar ênfase ao projeto de cobertura adotando estratégias que reduzam a carga térmica, como por exemplo, a utilização de telhas cerâmicas, teto jardim ou com ático ventilado.
  • Dificultar a incidência direta do sol nas superfícies do envelope do edifício, promovendo o sombreamento das paredes externas com obstáculos no caminho da radiação (CORBELLA; YANNAS, 2003). Exemplos: brises, marquises, varandas, vegetação no entorno, jardins verticais ao longo da fachada, entre outros.
  • Projetar superfícies externas com predominância de cores claras (absortância < 0,4) e evitando cores escuras em grandes superfícies (absortância > 0,4).
Marcas de referência

C3.2 CONFORTO TÉRMICO PROPORCIONADO PELO SISTEMA DE AR-CONDICIONADO

Objetivo

Utilizar sistema de ar-condicionado que proporcione conforto térmico aos usuários.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Para o cálculo da carga térmica, considerar as temperaturas mínimas de verão e máximas de inverno fornecidas como temperatura de referência por ambientes pela NBR 16401 (ABNT, 2008b).
Marcas de referência

C4.1 ACESSO À LUZ NATURAL E FATOR DE LUZ DIURNA (FLD)

Objetivo

Prover os ambientes de quantidades suficientes de luz solar indireta por meio do atendimento aos FLD’s mínimos estabelecidos.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Dotar os ambientes de aberturas adequadas para o exterior, utilizando como referência mínima os artigos 124 a 146 da Lei Municipal de Vitória n° 4.821/ 1998 (Código de Edificações) e alterações posteriores (Lei Municipal 6.801/2006; Lei Municipal 7.097/2007; Lei Municipal 7.644/2008).
  • Usar estratégias de projeto para fornecer luz solar indireta nos interiores arquitetônicos, com ênfase para os ambientes de ocupação prolongada.
  • Evitar ambientes muito profundos e, quando inevitável, utilizar recursos arquitetônicos para aproveitamento da luz natural no fundo desses ambientes, como por exemplo, sheds, dutos de luz, prateleiras de luz e aberturas bilaterais, a fim de evitar o decréscimo excessivo dos níveis de iluminação em profundidade.
  • Utilizar acabamentos cujas refletâncias estejam entre 20% e 40% no piso; 40% e 80% nas paredes, e 70% a 80% no teto (BROWN; DEKAY, 2004). Usar preferencialmente cores mais claras nas paredes opostas às janelas.
  • Usar divisórias baixas, elementos translúcidos internos (como os colocados sobre portas e divisórias) e interiores envidraçados quando as questões de acústica e de privacidade permitirem.
Marcas de referência

**Reduzir os limites do FLD para 1,5% em ambientes de uso eventual ou quando são previstos planos de trabalho verticais (FCAV, 2007).

C4.2 CONTROLE DO OFUSCAMENTO DA LUZ NATURAL

Objetivo

Reduzir as chances de ofuscamento gerado pela luz solar direta e os problemas a ele associados nos ambientes de ocupação prolongada.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Utilizar dispositivos de proteção solar que resguardem as aberturas da radiação direta do sol (VIANNA; GONÇALVES, 2003), com ênfase para os ambientes de ocupação prolongada. Esses dispositivos devem ser projetados para sombrear as aberturas no período de utilização da edificação.
  • Utilizar, sempre que possível, vegetação para filtrar a entrada da luz direta do sol.
  • Em ambientes de ocupação prolongada, evitar que os ocupantes se posicionem de costas para as aberturas, de forma que planos de trabalho vertical – como as telas de computadores, lousas e quadros brancos - recebam diretamente a luz proveniente delas.
  • Evitar ambientes muito profundos, porém, quando inevitável, utilizar recursos arquitetônicos para aproveitamento da luz natural no fundo desses ambientes – como sheds, dutos de luz, prateleiras de luz e aberturas bilaterais –, a fim de evitar o decréscimo excessivo dos níveis de iluminação em profundidade.
  • Prever locais para a instalação de dispositivos de controle interno da entrada de luz, que permitam ao usuário o controle do seu meio visual.
Marcas de referência

C4.3 VISTAS DO EXTERIOR

Objetivo

Permitir a visualização do exterior, sobretudo a partir dos ambientes de ocupação prolongada.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Projetar os espaços e as aberturas de forma a possibilitar a visualização dos espaços externos (USGBC, 2005), dando preferência, por exemplo, a aberturas na altura do olhar do observador.
  • Usar divisórias baixas e/ou interiores envidraçados quando as questões de acústica e de privacidade permitirem (USGBC, 2005).
  • Planejar o layout de maneira a evitar que os ocupantes se posicionem de costas para as aberturas voltadas para o exterior.
  • Quando possível, promover a visualização de cenários relevantes do ponto de vista histórico, cultural ou ambiental, como praças, parques, monumentos, praias, montanhas, massas de vegetação, etc.
  • Planejar os afastamentos e aberturas de forma que as edificações vizinhas não constituam obstruções da paisagem, nem favoreçam a sensação de confinamento ou invasão de privacidade.
Marcas de referência

C4.4 QUANTIDADE (E) E DISTRIBUIÇÃO (U) DA ILUMINAÇÃO GERAL

Objetivo

Garantir que os ambientes ofereçam níveis de iluminância e índices de uniformidade adequados, a fim de favorecer a produtividade, o conforto e a acuidade visual necessários à execução das tarefas. Entende-se ainda como “adequado” aquele que produz o efeito desejado sem demandar maior quantidade de energia que o necessário.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Dimensionar o sistema de iluminação artificial geral de modo a oferecer, no mínimo, os valores de iluminância média recomendados pela NBR 5413 – Iluminância de Interiores –, respeitando o limite máximo de 2000lux. Iluminâncias maiores que 2000lux produzem, geralmente, desconforto visual ou térmico, ou ambos (NABIL; MARDALJEVIC, 2006).
  • Especificar e posicionar as luminárias de forma a oferecer iluminação homogênea nos ambientes de ocupação prolongada.
  • Desenvolver o projeto de iluminação considerando a potencialidade de aproveitamento da luz natural nas atividades diurnas através da adoção de circuitos independentes (BROWN; DEKAY, 2004; BRASIL, acesso em 02 fev. 2011).
Marcas de referência

C4.5 CONTROLE DO OFUSCAMENTO DA LUZ ARTIFICIAL

Objetivo

Reduzir as possibilidades de ofuscamento gerado pela iluminação artificial e os problemas associados a ele, especialmente nos ambientes de ocupação prolongada.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Utilizar luminárias que possuam elementos de redução do ofuscamento, como grelhas, aletas, coberturas transparentes ou foscas e outros.
  • Distribuir as luminárias no ambiente de forma a evitar o ofuscamento dos usuários.
Marcas de referência

C4.6 QUALIDADE DA ILUMINAÇÃO (TC E IRC)

Objetivo

Oferecer luz artificial com coloração agradável ou neutra e fidelidade na reprodução de cores.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Utilizar lâmpadas com temperaturas de cor adequadas, conforme Quadro 6 – quanto maior os níveis de iluminância, maior deve ser a temperatura de cor (VIANNA; GONÇALVES, 2003).
Marcas de referência
  QUENTE
(TC < 3300)
INTERMEDIÁRIA
(3300 < TC < 5000)
FRIA
(TC > 5000)

E ≤ 500lux

agradável

neutra

fria

500lux ≤ E ≤ 3000lux

estimulante

agradável

neutra

E ≥ 3000lux

não-natural

estimulante

agradável

Quadro 6 - Sensações causadas pela iluminação artificial

C5.1 ISOLAMENTO ACÚSTICO DO EDIFÍCIO EM RELAÇÃO AOS RUÍDOS INTERNOS E EXTERNOS

Objetivo

Reduzir ou eliminar o ruído que alcança os ambientes de uma edificação, sejam externos ou internos, visando garantir a boa audibilidade do recinto; e impedir, também, que os ruídos produzidos na operação do edifício causem transtornos ao seu entorno, seja pela otimização do posicionamento dos ambientes ou pelo tratamento das superfícies.

Recomendações, diretrizes, estratégias

I. Em relação à distribuição e posicionamento dos ambientes:

  • Classificar acusticamente os ambientes quanto à capacidade de produção de ruído de suas atividades propostas e quanto a sua sensibilidade aos ruídos, agrupando-se as áreas de mesma classificação, criando-se assim um zoneamento acústico interno do edifício (BISTAFA, 2006).
  • Agrupar as áreas internas do edifício, levando-se em consideração o entorno da edificação quanto ao seu potencial de geração de ruído, bem como a legislação municipal quanto aos níveis de ruído permitidos para aquela localidade (SOUZA; ALMEIDA; BRAGANÇA, 2006).
  • Aproximar áreas internas e externas que tenham classificação acústica semelhante e afastar áreas ruidosas de áreas sensíveis aos ruídos, internas ou externas, promovendo-se com isso o isolamento de áreas sensíveis através do distanciamento da fonte produtora do ruído (SOUZA; ALMEIDA; BRAGANÇA, 2006). Nessa estratégia, contudo, deve-se considerar a distribuição vertical dos ambientes, para que “não se caia no erro de se projetar cômodos geradores de ruídos sobre cômodos silenciosos” (SOUZA; ALMEIDA; BRAGANÇA, 2006, p. 71).
  • Aproximar áreas de trabalho e equipamentos que apresentem os mesmos níveis de ruídos (BISTAFA, 2006).
  • Intercalar ambientes intermediários, no que concerne ao nível de ruído produzido, separando áreas ruidosas de áreas mais silenciosas (BISTAFA, 2006).
  • Observar o efeito das portas ou elementos de conexão entre ambientes podendo ser adotado, em situações que assim exigirem, portas duplas, ambientes de transição, etc.
  • Separar áreas muito sensíveis a ruídos como auditórios e salas de reuniões por espaços auxiliares como portarias e vestíbulos, a fim de isolá-los do ruído de entorno (MEHTA, 1999).
  • Evitar posicionar aberturas voltadas para edificações ou atividades geradoras ou refletoras de ruído (SOUZA; ALMEIDA; BRAGANÇA, 2006).
  • Avaliar o posicionamento da caixa de elevadores em relação à transmissão de ruídos para ambientes sensíveis.
  • As exceções desses critérios deverão receber solução acústica de isolamento apropriada para reduzir o prejuízo acústico causado.

II. Em relação ao isolamento do ruído externo:

  • Avaliar as condições do entorno, em relação ao nível de ruído existente (segundo a NBR 10.151: 2000, o nível de ruído permitido não é fixo), e considerar em projeto os níveis internos de ruídos estabelecidos para cada ambiente (ABNT, 2010).
  • Implantar o edifício o mais distante possível da principal fonte de ruído, se possível utilizar barreiras acústicas nesse afastamento para atenuar sua chegada ao ambiente construído (MEHTA, 1999). Para a utilização de barreiras acústicas ao ruído gerado por tráfego de veículos em vias de tráfego, consultar Norma 076 (DNIT-ES, 2006) e NBR 14313 (ABNT, 1999).
  • Orientar o edifício no terreno de forma que a própria edificação atue como barreira acústica, utilizando, por exemplo, o escalonamento e locando mais próximos às fontes de ruído os ambientes menos sensíveis ao som externo, tais como garagens e depósitos, para que possam atuar na proteção de setores mais sensíveis, dispostos mais afastados da fonte do ruído (MEHTA, 1999).
  • Especificar elementos absorvedores de som em tetos de balcões e varandas, caso a edificação em questão tenha tais elementos, para minimizar a entrada de ruído para o ambiente interno (MEHTA, 2006).
  • Evitar dispor muitas janelas em fachadas expostas a ruídos (CORBELLA; YANNAS, 2003; CARVALHO, 2006).

III. Em relação ao isolamento do ruído interno:

- Para todos os tipos de ambientes:

  • Promover isolamento acústico adequado aos níveis de ruídos internos produzidos utilizando materiais de fechamento que isolem suficientemente cada ambiente. Atenção à transmissão de ruído através dos sistemas de ventilação (CARVALHO, 2006). Para tanto, deve-se consultar as normas NBR 10152 (ABNT, 1987), NBR 15575 (2010) e NBR 12179 (1992).
  • Especificar vedações para aberturas, utilizando materiais que proporcionem o isolamento necessário para cada ambiente. Consultar norma NBR 10821 (ABNT, 2011) de desempenho de janelas.
  • Enclausurar equipamentos geradores de ruído, no caso de ambientes técnicos com maquinário. O invólucro deverá ser dimensionado adequadamente ao ruído causado pelo equipamento. Esta solução, contudo, deverá ser tomada em conjunto com a solução térmica, sob o risco de super aquecer o espaço em questão e gerar avarias no aparelho (CARVALHO, 2006).
  • Utilizar atenuadores de ruído de passagem, como, por exemplo, do tipo chicana, e no caso de utilização de venezianas em ambientes técnicos, cuidar para que as mesmas não deixem passar o ruído para o lado externo (CARVALHO, 2006).
  • Adotar paredes com alta capacidade de isolação sonora para separação de ambientes sensíveis ou soluções que causem o efeito isolante necessário tais como paredes duplas, painéis sanduíche, painéis isolantes.

- Para escritórios convencionais:

  • Projetar divisórias, cuja altura corresponda ao pé direito, indo do piso à laje de cobertura (MEHTA, 1999).
  • Propor soluções para o tratamento acústico da transmissão do ruído entre ambientes, caso a altura das divisórias seja de medida intermediária entre o piso e a laje (encostando-se ao forro ou não). Como exemplo, pode-se instalar material isolante e absortivo no forro, em salas com pé direito mais baixo, além de materiais absortivos nas paredes (MEHTA, 1999, SOUZA; ALMEIDA; BRAGANÇA, 2006).

- Para escritórios abertos:

  • Reforçar as absorções acústicas do forro uma vez que as divisórias não deverão elevar-se até esse nível (MEHTA, 1999).
  • Instalar elementos absorvedores de som espaciais pendurados no teto, em grandes ambientes de escritórios, com várias estações de trabalho e pé direito alto (MEHTA, 1999).
Marcas de referência

C5.2 ISOLAMENTO ACÚSTICO DE RUÍDO TRANSMITIDO ATRAVÉS DE SÓLIDOS (IMPACTO)

Objetivo

Atenuação dos ruídos gerados pelo impacto de objetos na laje de piso ou na cobertura das edificações.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Utilizar piso flutuante, especificando uma camada de material resiliente entre a laje e o contrapiso (CARVALHO, 2006, SOUZA; ALMEIDA; BRAGANÇA, 2006).
  • Utilizar telhas com camada de manta asfáltica aderida em sua face inferior (não exposta) ou ainda telhas termo-acústicas do tipo "sanduíche", com preenchimento de poliuretano expandido ou similar, em caso de telhas metálicas. Também podem ser utilizadas telhas cerâmicas ou de concreto.
Marcas de referência

C5.3 ISOLAMENTO ACÚSTICO DE RUÍDO TRANSMITIDO ATRAVÉS DE SÓLIDOS (VIBRAÇÃO)

Objetivo

Impedir que a vibração de equipamentos se transfira para a estrutura da edificação.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Consultar departamento de assessoria técnica do fornecedor do equipamento sobre o tipo e os possíveis níveis de ruídos gerados no seu funcionamento para especificação do tratamento acústico mais apropriado para o ambiente em questão.
  • Locar os maquinários, quando possível, nos pavimentos mais baixos ou subsolos, segregando áreas ruidosas de áreas sensíveis aos ruídos na edificação (FCAV, 2007).
  • Apoiar todos os equipamentos, independentemente do pavimento em que estiverem instalados, sobre absorvedores de vibração, tais como: molas, coxins, borracha, neoprene, laje flutuante, entre outros, evitando-se assim conexões rígidas entre o equipamento e o seu ambiente de instalação (BISTAFA, 2006). Cada solução deverá ser utilizada em função do tipo e do nível da vibração de cada equipamento.
  • Tratar todas as superfícies do ambiente em que se encontra o equipamento gerador de ruído com materiais absorventes (BISTAFA, 2006).
  • Especificar vidros com espessura de 6 a 8 mm para janelas de inspeção em ambientes enclausurados acusticamente. As portas de acesso devem ter tratamento acústico apropriado.
  • Revestir externamente dutos de ventilação e de ar condicionado com materiais absorventes.
  • Avaliar a possibilidade da promoção de descontinuidades nas estruturas promovida por emprego de junções resilientes ou pela construção de ambientes independentes dentro da edificação (SOUZA; ALMEIDA; BRAGANÇA, 2006).
  • Adotar conexões não rígidas entre estrutura e tubulações ou dutos, bem como curvas mais suavizadas no desvio de tubulações como estratégia para atenuar turbulência (SOUZA; ALMEIDA; BRAGANÇA, 2006).
  • Consultar as normas NBR 5626, NBR 7198, NBR 10844 e a NBR 10152 (ABNT, 1987) quanto ao mínimo aceitável para velocidade da água nas tubulações e para o ruído produzido pelas vibrações oriundas das instalações hidráulicas, e as normas NBR 16401 (ABNT, 2008) sobre parâmetros de projeto para instalações de ar-condicionado.
Marcas de referência

C5.4 DESEMPENHO ACÚSTICO INTERNO

Objetivo

Garantir que os ambientes ofereçam níveis de inteligibilidade da fala adequados ao uso.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Promover ações conjuntas de isolamento acústico do ruído externo e condicionamento acústico interno, como estratégias para o tratamento acústico de um ambiente, conhecidos o nível de ruído do entorno e o nível sonoro interno almejado (ABNT, 1992).
  • Otimizar a forma e o volume dos ambientes em face da qualidade acústica interna. Recomenda-se evitar paredes paralelas em auditórios, utilizando elementos difusores nas paredes, quando não for possível evitar o paralelismo. A diferenciação das inclinações de painéis sobre paredes colaboram para o condicionamento acústico interno (SOUZA; ALMEIDA; BRAGANÇA, 2006).
  • Evitar que a largura, a altura e o comprimento do ambiente sejam múltiplos entre si, para não se formarem ondas estacionárias pela coincidência de ondas refletidas (SOUZA; ALMEIDA; BRAGANÇA, 2006).
  • Corrigir o tempo de reverberação do recinto com base nos materiais de acabamento das paredes, visando-se alcançar o Tempo Ótimo de Reverberação (tolerância de 10 %). Consultar NBR 12179 (ABNT, 1992).
  • Utilizar materiais absorventes na proporção correta para alcance de melhor TR. Estabelecer o controle acústico com base em cálculos do coeficiente de absorção dos materiais, observando que as placas rígidas e planas refletem muito sem absorver, podendo ser consideradas como "espelhos" para o reflexo do som. As superfícies formadas por materiais fibrosos ou porosos absorvem bem o som (CORBELLA; YANNAS, 2003).
Marcas de referência

D1.1 EFICIÊNCIA ESPACIAL

Objetivo

Projetar os espaços observando a máxima eficiência do volume de construção.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Analisar e projetar a edificação considerando as características físicas e climáticas do local de implantação.
  • Projetar a edificação com dimensões adequadas à sua função, planejando ambientes que ofereçam usos intensivos ou múltiplos usos (como por exemplo, locais de espera que funcionem também como circulação, sem que ocorram conflitos nos usos) considerando-se também a flexibilidade para adaptar-se a novos usos, evitando-se a construção de espaços ociosos.
  • Considerar, além do atendimento às necessidades físico-espaciais e às legislações e normas, o conforto psicológico dos usuários. Itens de projeto como espaços de descanso possibilitam a minimização do estresse nos ambientes de trabalho. Ambientes percebidos como espaçosos e com vistas interessantes também são caracterizados como espaços psicologicamente confortáveis, além do próprio design de interiores corretamente planejado, que contribui para criar espaços agradáveis de permanência (JSBC, 2008).
  • Setorizar ambientes de uso fixo (como banheiros, elevador, escadas, entre outros), em um núcleo de serviços (ANDRADE, 2005; PIRRÓ, 2005).
  • Favorecer a versatilidade dos ambientes e a utilização da ventilação e iluminação natural nos locais de permanência prolongada, como salas de trabalho (ANDRADE, 2005; PIRRÓ, 2005).
  • Projetar a edificação considerando modulações que racionalizem o uso de materiais como tijolos e blocos das alvenarias, revestimentos, entre outros, objetivando a economia e redução de desperdício.
Marcas de referência

D1.2 FLEXIBILIDADE DE USO

Objetivo

Promover a flexibilidade permitindo a adaptabilidade do edifício a novos usos, ao longo de sua vida útil.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Localizar pilares nas paredes externas e junto às caixas de escada e elevadores e outros elementos fixos que se repetem verticalmente (BRANDÃO, 2002).
  • Concentrar as áreas destinadas a banheiros, cozinhas e instalações, conformando núcleos de serviços.
  • Localizar portas e janelas nas fachadas de maneira a permitir mudanças internas sem comprometer as vedações externas.
  • Utilizar sistemas de divisão interna móveis ou confeccionadas com materiais que permitem seu reaproveitamento.
  • Desvincular as tubulações de instalações técnicas dos elementos de piso e parede, utilizando-se shafts visitáveis.
  • Projetar o sistema estrutural de maneira que possibilite grandes vãos livres entre elementos que o compõem, preferencialmente com mais de 10 metros (FOSSATI, 2008).
Marcas de referência

D1.3 FLEXIBILIDADE DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Objetivo

Tornar o edifício adaptável a novos usos e à própria modernização dos sistemas técnicos de instalações.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Minimizar o uso de tubulações embutidas na alvenaria para evitar os rasgos nas superfícies de vedação e a geração de resíduos (RABENECK, 1974 apud BRANDÃO & HEINECK, 2009).
  • Utilizar shafts independentes e visitáveis (para as redes hidrossanitárias, de incêndio, elétrica, de comunicação e automação), com no mínimo 50% de área adicional à necessidade de projeto (FOSSATI, 2008).
  • Setorizar as áreas úmidas nas extremidades dos pavimentos, liberando a parte central (RABENECK, 1974 apud BRANDÃO & HEINECK, 2009).
  • Empregar artifícios construtivos que facilitem e auxiliem a manutenção dos sistemas técnicos – tais como forros removíveis e pisos elevados –, propiciando a atualização sem necessidade de obras e interrupção das atividades nos ambientes de trabalho.
  • Verificar a facilidade de adaptação de sistemas de condicionamento de ar, dos sistemas de iluminação e telecomunicações, para ligação futura a sistemas de energia renovável (FOSSATI, 2008).
  • Projetar as redes hidrossanitárias com redes independentes para uso potável e não potável, desde o reservatório à rede de distribuição e pontos de consumo.
Marcas de referência

D2.1 CONTROLABILIDADE DOS SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL

Objetivo

Permitir a controlabilidade dos sistemas de iluminação.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Apresentar possibilidade de ajuste da iluminação às necessidades de tarefa ou preferências individuais (IISBE, 2010).
  • Posicionar os interruptores em locais acessíveis e de onde os ocupantes possam vislumbrar todo o sistema que está sendo acionado (BRASIL, 2010).
  • Em ambientes de uso público, o controle manual poderá ser instalado em locais de acesso a funcionários (PROCEL, 2009).
  • Incentivar o uso de iluminação com programadores horários (IISBE, 2010).
  • Oferecer acionamento individual à iluminação de tarefa.
  • Em ambientes com abertura voltada para o exterior e que apresentem mais de uma fileira de luminárias paralelas à abertura, deve-se prever um controle para acionamento independente das fileiras, incentivando o aproveitamento da luz natural disponível (BRASIL, 2010).
  • Utilizar circuitos independentes com o auxílio do dimmer, recomendados a 25%, 50%, 75% e 100%, de acordo com a luz do dia e dependendo da quantidade de fileiras de luminárias. O sensor de iluminação deve definir com maior precisão esses percentuais.
  • Empregar o gerenciamento da iluminação, como por exemplo, o sistema DALI ou de similar eficiência em relação aos benefícios da controlabilidade da iluminação.
  • Fazer uso de lâmpadas com foto-célula para iluminação da área externa, principalmente jardins e locais de lazer.
  • Permitir uma iluminação controlada com ajuda de sensores de presença, principalmente nos ambientes de circulação.
  • Adotar, sempre que o uso permitir, sistema de iluminação com programadores de horários e/ou com desligamento automático (BRASIL, 2010).
  • Estimular o uso da automação para os sistemas de iluminação, com dispositivos que permitem a criação de cenários específicos para cada tipo de atividade.
  • Incentivar, mesmo na iluminação artística ou de cenários, a adoção de sistemas eficientes e efeitos que reduzam o consumo de energia, sem comprometer o resultado planejado.
Marcas de referência

D2.2 CONTROLABILIDADE DO SISTEMA DE AR-CONDICIONADO

Objetivo

Avaliar a capacidade do projeto em prover conforto térmico ao maior número de usuários com necessidades heterogêneas, por meio da possibilidade de ajuste individual do sistema de refrigeração em cada ambiente.
Fornecer um alto nível de controle de conforto térmico dos ocupantes do sistema individual, ou por grupos específicos, em espaços de ocupação múltipla, como por exemplo, salas de aula, salas de reuniões, salas de escritórios com layouts tipo taylorista/fordista ou orgânico (ANDRADE, 2007), áreas de conferência, etc.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Proporcionar o controle individual de cada zona térmica.
  • Garantir a uniformidade da temperatura no ambiente e a controlabilidade individual do sistema no ambiente, bem como a uniformidade de fluidos de ar, gerando menos desconforto pelo jato.
  • Incentivar o uso da automação para controlar o sistema de ar condicionado, como por exemplo, para acionar o equipamento alguns minutos antes da entrada dos usuários no ambiente ou para adaptar à temperatura externa antes da saída dos mesmos, evitando assim os indesejáveis "choques térmicos".
  • Utilizar o ajuste automático da temperatura de acordo com os termostatos, no qual o sistema se auto ajusta em função da quantidade de usuários propiciando uma distribuição de ar homogênea.
  • Estimular o uso de novas tecnologias, desde que comprovada a sua eficiência. Como exemplo de inovação pode-se citar o piso radiante com insuflação de água fria, onde neste sistema o insuflamento do ar condicionado é feito pelo pé, ou seja, o usuário não respira o ar condicionado e possui o domínio de fechar ou não a sua entrada de ar.
  • Prever a instalação de dispositivos de desligamento automático dos sistemas de ar condicionado (BRASIL, 2010).
  • Oferecer um sensor de ocupação que seja capaz de desligar o sistema quando nenhum usuário é detectado por um período pré-determinado. (BRASIL, 2010).
  • Integrar o controle do sistema de ar-condicionado com o sistema de segurança e alarme da edificação, acionando o desligamento do primeiro, assim que o segundo for ativado (BRASIL, 2010).
  • Em ambientes de até 250m² considerar, no mínimo, um controle para o sistema. Para ambientes maiores, levar em consideração a necessidade de mais controles, setorizando as zonas térmicas de acordo com a configuração do layout.
  • Em caso de haver novos ambientes, o layout deve ser flexível. Com paredes móveis, o sistema deve prever o controle individual para os possíveis novos ambientes.
  • Posicionar as unidades condensadoras de sistemas condicionadores de ar em locais com sombreamento permanente e ventilação adequada visando otimizar sua eficiência de funcionamento (BRASIL, 2010).
  • Utilizar equipamentos e sistemas condicionadores de ar cuja eficiência seja avaliada e comprovada por algum órgão normativo reconhecido.
Marcas de referência

D2.3 CONTROLABILIDADE DOS DEMAIS SISTEMAS

Objetivo

Permitir a controlabilidade e a eficiência dos sistemas visando melhorar a produtividade, bem como ampliar o conforto e o bem-estar dos ocupantes.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Prever a instalação integrada dos sistemas tais como: brises, cortinas, aspiração central, irrigação, prevenção de acidentes, sensores de fumaça e água, detector de gás, proteção elétrica, alarme, circuito fechado de TV, iluminação cênica/artística, controle de acesso e segurança.
  • Especificar equipamentos, dispositivos e sistemas cuja eficiência seja avaliada e comprovada por algum órgão normativo reconhecido.
  • Incentivar o uso de placa fotovoltaica, placa solar ou aerogerador que se direciona em relação ao sol e ao vento, buscando a posição de máxima eficiência.
  • Projetar os sistemas de forma integrada e não individualmente.
  • Considerar as especificidades de cada sistema, como por exemplo, a central de aspiração que necessita de espaço em planta para a instalação de equipamentos.
  • Esse espaço conhecido como "sala técnica" pode centralizar todas as operações da edificação, juntando recursos como o servidor, telefonia, internet, entre outros.
  • Posicionar os controladores em locais acessíveis e de onde os usuários possam ter o domínio do sistema.
  • Em caso de sistemas automatizados, oferecer também o controle manual e a possibilidade de mudanças na programação, buscando a maior independência possível do projetista.
  • Utilizar tarifador de energia e água, com sistema de monitoramento de consumo.
  • Prever a instalação de dispositivos de desligamento automático dos sistemas.
  • Apresentar um manual amigável com linguagem coerente e adequada a diversos tipos de usuários.
Marcas de referência

D2.4 SISTEMA DE CONTROLE/MONITORAMENTO DO DESEMPENHO DO EDIFÍCIO

Objetivo

Prever e incentivar meios de monitorar a edificação, visando seu melhor desempenho – ambiental, de conforto, de consumo energético e de segurança – em condições normais ou excepcionais de ocupação.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Disponibilizar os meios necessários para o acompanhamento e controle do desempenho durante o uso e operação do edifício (FCAV, 2007).
  • Utilizar um sistema que permita estabelecer metas bem como que gere relatórios periódicos.
  • Água: prever medidores de água setorizados; sistemas de detecção de vazamentos; sistema de prevenção e tratamento anti-incrustação, anticorrosão e antidesenvolvimento de microorganismos; mecanismos de controle de dosagens; e as demais ferramentas que possibilitem oferecer meios para o equilíbrio dos sistemas de gestão da água (FCAV, 2007).
  • Água Pluvial: monitorar o recolhimento e o efetivo aproveitamento de água pluvial coletada na propriedade, seja na área edificada, seja nas áreas livres pertencentes ao empreendimento.
  • Resíduos: no espaço destinado à coleta seletiva e armazenamento dos resíduos, prever o uso de equipamentos visando à medição e monitoramento (em peso e volume) dos resíduos produzidos na edificação. Através desse monitoramento é possível, por exemplo, estabelecer metas de geração e estabelecer programas de destinação social dos resíduos para uso na produção de bens passíveis de serem realizados por processo de reciclagem.
  • Gás: prever medidores de gás setorizados e sistemas de detecção e monitoramento de vazamento. Através do monitoramento, é possível estabelecer metas individuais e coletivas, visando à redução no consumo e a consequente redução na emissão de poluentes ocasionados pelo processo de queima.
  • Aquecimento/ ventilação/ resfriamento: adotar medidores de energia setorizados, prevendo-se, ainda, mecanismos para obtenção do equilíbrio dos sistemas de energia, tais como indicadores de perda de carga dos filtros a ar (prevenção de entupimento) e monitoramento total do sistema de climatização.
  • Iluminação: implementar software de acompanhamento dos consumos, com sistema de controle para a manutenção preventiva ou corretiva (FCAV, 2007).
  • Energia: na ocorrência de um sistema híbrido de obtenção energética, instalar sistema de controle visando à obtenção da máxima eficiência, seja através da alternância entre os sistemas, seja pela atuação conjunta. Destaca-se como de fundamental importância a calibração dos sistemas de acordo com o histórico de consumo efetivo.
  • Segurança: definir um sistema de controle, segurança, acesso e monitoramento do circuito fechado de televisão, prevendo-se a instalação de câmeras em locais estratégicos, utilização de sistema de acesso (por catraca, cartão, digital, entre outros), e adoção de meios seguros para operação do edifício.
Marcas de referência

D2.5 SOLUÇÕES DE PROJETO PARA MANUTENÇÃO DO EDIFÍCIO

Objetivo

Facilitar a execução e, principalmente, a posterior manutenção do edifício através da adoção de soluções de projeto que induzam à maior eficiência e que estejam em conformidade com as recomendações, diretrizes e estratégias desta ferramenta.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Garantir soluções na concepção que facilitem a manutenção e limite os incômodos causados aos ocupantes durante as intervenções de manutenção (FCAV, 2007).
  • Permitir simplicidade e lógica de concepção das redes para facilitar eventuais intervenções e procedimentos de limpeza e manutenção (FCAV, 2007).
  • Especificar produtos e equipamentos com provisão facilitada tanto para a etapa de construção como para eventual substituição de peças (FCAV, 2007), dando preferência àquelas disponíveis no mercado nacional.
  • Conceber o edifício de modo a facilitar os acessos para as intervenções de conservação/ manutenção durante seu uso e operação (FCAV, 2007).
  • Prever nas denominadas "áreas técnicas" o adequado posicionamento dos elementos bem como o dimensionamento seguro e confortável dos acessos, dimensionamento adequado das áreas em relação aos equipamentos e aos procedimentos de operação e manutenção, iluminação suficiente para a realização das tarefas, presença e distribuição de pontos de alimentação de energia, etc. (FCAV, 2007).
  • Utilizar espaço adequado para triagem de resíduos oriundos de atividades de limpeza e de manutenção, e prever circuito para a retirada dos resíduos sem interferir no funcionamento rotineiro da edificação (JSBC, 2008).
  • Especificar produtos de fácil limpeza, além de empregar os equipamentos adequados para cada tipo de material (JSBC, 2008).
  • Planejar tomadas elétricas específicas para o uso em trabalho de limpeza do edifício (JSBC, 2008).
  • Assegurar que o desenho arquitetônico permita a realização segura das atividades de limpeza e manutenção, inclusive no exterior da edificação (JSBC, 2008).
  • Garantir níveis de iluminação adequados para fins de limpeza (JSBC, 2008).
  • Instalar válvulas e outros dispositivos que necessitem de ajuste diário em posições que permitem a operação segura e confortável (JSBC, 2008).
  • Considerar medida para vãos de acesso para inspeção de equipamentos escondidos de, pelo menos, 60x60 cm (JSBC, 2008).
  • Posicionar equipamentos de uso comum de forma que seu acesso para gerenciamento e manutenção não ocorra a partir de áreas privadas (JSBC, 2008).
Marcas de referência

D2.6 MANUAL DE OPERAÇÃO, USO E MANUTENÇÃO DO EDIFÍCIO

Objetivo

Reconhecer e incentivar o fornecimento de orientações para o usuário da edificação, no intuito de proporcionar a operação, uso e manutenção do edifício de forma eficiente, bem como, esclarecer sobre o funcionamento dos vários componentes do edifício, incluindo os procedimentos de uso visando à maior eficiência e mínimo impacto ambiental.
O manual deve garantir que os recursos alocados ainda na etapa de projeto sejam utilizados de forma correta e que as futuras alterações sejam gerenciadas de maneira adequada. Também no que diz respeito às manutenções, é desejável que sejam estabelecidas metas de desempenho, abrangendo todos os sistemas técnicos, além de um guia de previsão de substituição dos sistemas.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Desenvolver o Guia de Usuário da Edificação (ABNT, 2010).
  • Especificar o âmbito de aplicação do conteúdo do Guia (ABNT, 2010).
  • Determinar, em projeto, a Vida útil de projeto (VUP) e a Vida útil requerida (VUR), de acordo com a NBR 15575-1 (ABNT, 2010).
  • Relacionar as intervenções a serem realizadas nos principais produtos e componentes da edificação, assim como suas periodicidades (FCAV, 2007).
  • Dar destaque para a conservação específica que os elementos ou dispositivos relacionados à segurança necessitam.
  • Fornecer as exigências contratuais aplicáveis às futuras contratações para a conservação do edifício (FCAV, 2007).
  • Expor informações sobre serviços da construção, como por exemplo, informações sobre refrigeração, aquecimento e ventilação no edifício e como estes podem ser ajustados; localização de termostato e sua utilização; uso de elevadores e sistemas de segurança (BREEAM, 2009).
  • Apresentar informações de emergência, como por exemplo, informações sobre a localização das saídas de incêndio, pontos de reunião, os sistemas de alarme e sistemas de combate a incêndio (BREEAM, 2009).
  • Incluir informações sobre energia e estratégia ambiental, como por exemplo, informações sobre o funcionamento dos recursos inovadores – tais como persianas automáticas, sistemas de iluminação, etc. –, e orientação sobre os impactos das estratégias adotadas para edificação (BREEAM, 2009).
  • Mostrar informações relativas ao uso da água, apresentando detalhes das características de armazenamento de água, sua utilização e seus benefícios (BREEAM, 2009).
  • Abranger informações sobre as instalações de transporte, especificando detalhes de estacionamento e de prestação de ciclismo, informação de transporte público local, mapas e horários, informações sobre métodos alternativos de transporte para o local de trabalho, por exemplo, sistemas de partilha de carros, instalações locais "verdes" de transporte (BREEAM, 2009).
  • Inserir informações sobre os materiais e política de resíduos, contendo informações sobre a localização das áreas de armazenamento dos materiais recicláveis e como usá-los adequadamente (BREEAM, 2009).
  • Considerar informações sobre mudança de layout, apresentar uma explicação sobre o impacto do reposicionamento dos móveis, cuidados para não atrapalhar as saídas ou aberturas, as implicações da mudança de layout e a ocupação do espaço (BREEAM, 2009).
  • Fornecer um relatório referente a prestação de serviço, com contatos da equipe de instalação, manutenção, "help desk", além de detalhes pertinentes da construção, para o grupo de usuários (BREEAM, 2009).
  • Incentivar o treinamento para uso de inovações, como por exemplo, os recursos de economia de energia (BREEAM, 2009).
  • Incluir referências para informações complementares ou detalhes técnicos adicionais, como por exemplo, sítios web, publicações e orientações de boas práticas (BREEAM, 2009).
Marcas de referência

E1.1 USO DE REFRIGERANTES DE BAIXO IMPACTO AMBIENTAL

Objetivo

Reduzir o uso de refrigerantes que contribuam com danos à camada de ozônio e com o aquecimento global.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Uso de refrigerantes menos impactantes, com baixos valores de PDO (Potencial de Depleção de Ozônio) e PAG (Potencial de Aquecimento Global).
Marcas de referência

E2.1 COLETA SELETIVA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA FASE DE CONSTRUÇÃO

Objetivo

Prover o projeto de locais adequados para separação e deposição temporária dos resíduos gerados durante a construção da edificação, de acordo com sua classificação, favorecendo assim os processos para sua destinação final, visando, quando possível, sua reutilização e reciclagem evitando-se ao máximo sua deposição em aterros sanitários.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Prever local adequado para a triagem, deposição temporária e acondicionamento dos RCD no planejamento do canteiro de obras, em conformidade com a Resolução CONAMA Nº 307 (2002);
  • Especificar padrões de identificação das lixeiras de acordo com a Resolução do CONAMA nº 275 (2001), que estabelece recomendações de cores e simbologias, objetivando facilitar a adesão de todos os usuários. Os plásticos devem ser padronizados segundo a NBR 13230 (ABNT, 2008), que identifica os diversos tipos de resinas.
Marcas de referência

E2.2 COLETA SELETIVA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA FASE DE OPERAÇÃO

Objetivo

Prover a edificação de locais apropriados para a instalação de coletores seletivos, para o desenvolvimento de atividades de triagem e deposição temporária dos resíduos.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Projetar locais adequados para a instalação de coletores seletivos, em cada ambiente da edificação, de acordo com o tipo de resíduo gerado, que facilitem a sua remoção diária.
  • Projetar locais adequados para triagem e depósito temporário em recipientes com dimensões adequadas para cada tipo de resíduos que garantam isolamento de odores para as áreas internas e ventilação satisfatória para o exterior do edifício.
  • Utilizar padrões de identificação das lixeiras de acordo com a resolução do CONAMA nº 275.
Marcas de referência

E2.3 CORRETA DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS DE INTERVENÇÕES (APLICÁVEL A PROJETOS DE REFORMA, AMPLIAÇÃO E/OU DEMOLIÇÃO)

Objetivo

Reduzir a quantidade de resíduos de reformas, ampliações e demolições que tem como destinação final aterros sanitários e garantir uso a tais resíduos no próprio empreendimento.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Aproveitar os resíduos de intervenções no próprio empreendimento seja na forma de agregados ou outra providência que evite o aterro como destino final.
  • Prever encaminhamento dos resíduos de demolição para Centrais de Reciclagem de Resíduos quando for inviável sua utilização na própria obra, ou para outra utilização possível, evitando-se ao máximo a sua deposição em aterros.
Marcas de referência

E3.1 GERENCIAMENTO DAS ÁGUAS PLUVIAIS

Objetivo

Promover o gerenciamento adequado da água pluvial em relação ao impacto no entorno urbano e no ciclo hidrológico natural.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Utilizar taxa de permeabilidade superior à estabelecida pela legislação.
  • Implantar estratégias que minimizem a quantidade de sedimentos e outros poluentes incorporados ao escoamento superficial de águas pluviais provenientes do lote. Como exemplo, projetar a canalização do percurso estratégico das águas pluviais desde o primeiro contato até o ponto de descarga.
  • Analisar a viabilidade técnica-econômica da instalação de um sistema de reúso de água pluvial na edificação. Caso seja viável, implantar o sistema de aproveitamento de água de chuva atendendo as condições estabelecidas pelas normas NBR 15527 e NBR 10844 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
  • Tratar o escoamento superficial de águas pluviais que apresentem alto potencial de poluição, seja para posterior reúso ou para o descarte.
  • Prever áreas de acúmulo do escoamento de água pluvial e estratégias que minimizam a impermeabilização do local.
Marcas de referência

E3.2 GERENCIAMENTO DAS ÁGUAS RESIDUAIS

Objetivo

Promover o reúso de água servida na edificação e evitar a sobrecarga dos sistemas de esgotamento local.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Empregar tecnologias e equipamentos economizadores no empreendimento de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
  • Instalar sistema hidrossanitário com redes independentes de acordo com a qualidade da água distribuída, de forma a possibilitar a instalação presente e/ou futura de sistemas de abastecimento de água servida.
  • Promover tratamento adequado de água servida para reutilização no empreendimento, quando viável, atendendo a NBR 13.969 de 1997 que apresenta padrões de qualidade para água de reúso em fins menos nobres, tais como irrigação dos jardins, lavagem de pisos e dos veículos automotivos, na descarga dos vasos sanitários, etc.
Marcas de referência

E4.1 IMPACTOS SOBRE AS CARACTERÍSTICAS NATURAIS DO TERRENO E A EROSÃO DO SOLO

Objetivo

Evitar que as intervenções nos sítios facilitem a ocorrência de erosão.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Adequar a edificação às características topográficas pré-existentes do terreno, não alterando a geometria do mesmo.
  • Quando o terreno tiver uma inclinação maior que 10%, elaborar estudo de viabilidade prévio para avaliar o ônus de uma implantação em aclive ou declive (ESPÍRITO SANTO, 2007).
  • Manter a vegetação existente nas áreas permeáveis do terreno como forma de proteção do solo contra a erosão.
  • Preservar a integridade ambiental do solo superficial, na maior área possível.
  • Manter inalterado o volume líquido de solo no local, mesmo que haja movimentação de terra.
  • Projetar taludes de corte e/ou aterro com inclinação e altura adequadas ao tipo de solo, de modo a oferecer estabilidade ao solo.
  • Prover fundações adequadas aos aterros, evitando escorregamentos por recalque.
  • Respeitar as linhas de drenagem existentes no sítio como forma de evitar a ocorrência de escorregamentos.
  • Prover sistemas de drenagem interna e superficial para a estabilidade de taludes.
  • Prover sistema se proteção superficial dos taludes, de preferência por vegetação.
  • Considerar, no planejamento, a topografia do entorno, de modo a não causar desestabilização em terrenos vizinhos, nem alterações no escoamento das águas superficiais do entorno.
Marcas de referência
Conteúdo avaliado Sim (1) Não se aplica (0) Não (-1)
1.  O projeto procura adequar a edificação às características topográficas pré-existentes do terreno, não alterando a geometria do mesmo?
2. O projeto prevê a manutenção da vegetação existente nas áreas permeáveis do terreno como forma de proteção do solo contra a erosão?
3. O projeto prevê a manutenção do volume líquido de solo no local, mesmo que haja movimentação de terra? (ou atende à pergunta 1?)
4. Os taludes de corte e/ou aterro possuem inclinação e altura adequadas ao tipo de solo, de modo a oferecer estabilidade? (ou atende à pergunta 1?)
5. Os aterros têm fundações adequadas, evitando escorregamentos por recalque? (ou atende à pergunta 1?)
6. O projeto de movimentação de terra respeita as linhas de drenagem existentes, através da execução de galerias, como forma de evitar a ocorrência de escorregamentos? (ou atende à pergunta 1?)
7. O projeto de movimentação de terra prevê sistemas de drenagem interna e superficial para a estabilidade de taludes? (ou atende à pergunta 1?)
8. O projeto prevê a proteção superficial dos taludes por vegetação ou outro sistema, visando à estabilização? (ou atende à pergunta 1?)
9.  O projeto leva em consideração a topografia do entorno, de modo a não causar desestabilização em terrenos vizinhos? (ou atende à pergunta 1?)
10. O projeto leva em consideração a topografia do entorno, de modo a não causar alterações no escoamento das águas superficiais na vizinhança? (ou atende à pergunta 1?)

 

E4.2 INTERFERÊNCIA DO OBJETO ARQUITETÔNICO EM RELAÇÃO AO VENTO

Objetivo

Reduzir os impactos negativos causados pelo edifício na interferência dos ventos.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Adotar taxa de ocupação máxima de 50%.
  • Evitar edificações largas de planta baixa retangular, pois aumentam o efeito turbilhão descendente e de canto.
  • Evitar grandes diferenças de gabarito em relação ao entorno.
  • Adotar preferencialmente perfis aerodinâmicos.
  • Liberar o andar térreo, com uso de pilotis ou estrutura semelhante.
  • Criar vãos na fachada, permitindo a passagem do vento predominante caso o edifício atue como barreira ao mesmo.
Marcas de referência

E4.3 EFEITO ILHA DE CALOR

Objetivo

Garantir que as áreas externas sejam ajardinadas e/ou utilizem materiais porosos e de alta refletância solar, a fim de evitar o surgimento de ilhas de calor. Também obetiva que as coberturas empreguem materiais com alta refletância solar e alta emissividade térmica.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Evitar a pavimentação onde não seja necessária, criando áreas permeáveis, de preferência vegetadas.
  • Nas áreas pavimentadas, dar preferência à utilização de materiais porosos e permeáveis.
  • Nas áreas pavimentadas, utilizar materiais de alta refletância, sem que os mesmos causem ofuscamento aos usuários.
  • Sombrear áreas pavimentadas, de preferência com vegetação de maior porte (árvores).
  • Utilizar, em coberturas, materiais com alto índice de refletância solar e emissividade térmica.
  • Dar preferência a coberturas verdes.
Marcas de referência

E4.4 POLUIÇÃO LUMINOSA NOTURNA

Objetivo

Reduzir a poluição luminosa dos céus noturnos e encorajar a proposição de iluminação externa que promova a segurança, proteja a privacidade das propriedades vizinhas e reduza os impactos econômicos, sociais e ambientais que geram no entorno (ASHRAE, 2004).

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Instalar dispositivos automatizados para reduzir os níveis de iluminação ou desligar o sistema de iluminação artificial dos espaços externos ao edifício entre 22h e 5h (adaptado de BRE GLOBAL, 2008).
  • Direcionar o feixe de luz, gerado por luminárias localizadas tanto no interior quanto no exterior da edificação, às superfícies opacas e impedir, principalmente, que se dirijam à abóbada celeste antes de passar por uma superfície opaca (USGBC, 2005; GBCA, acesso em 17 mar. 2011).
  • Para a iluminação de fachadas, selecionar e localizar as luminárias de forma que toda a iluminação direta foque exclusivamente as superfícies da fachada a serem destacadas e os elementos do paisagismo, impedindo-a de invadir outras propriedades ou logradouros adjacentes (USGBC, 2005).
Marcas de referência

F1.1 ACESSIBILIDADE UNIVERSAL

Objetivo

Minimizar as dificuldades a serem enfrentadas pelos diversos possíveis usuários da edificação, através da oferta de recursos que visem a uma relação mais adequada desses usuários com o espaço projetado (CAMBIAGHI, 2007).
A busca pelo Desenho Universal objetiva projetar ambientes passíveis de serem amplamente utilizáveis por todos, e que ofereçam, além da funcionalidade prevista na legislação (BRASIL, 2000; BRASIL, 2004) e na normatização (ABNT, 2004), ambientes com qualidade e conforto.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Projetar espaços acessíveis a todos os tipos de usuários.
  • Não se limitar somente às exigências legais, buscando oferecer uma arquitetura plenamente acessível e confortável.
  • Considerar os aspectos relativos ao Desenho Universal desde a concepção arquitetônica que resulte em uma edificação plenamente acessível e integrada, livre de barreiras e espaços segregados.
Marcas de referência

F1.2 UTILIDADE SOCIAL DA FUNÇÃO PRINCIPAL DO EDIFÍCIO

Objetivo

Colaborar na promoção do bem estar social através da oferta de serviços à comunidade.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Projetar empreendimentos que promovam educação, cultura, saúde, cidadania, lazer e/ou atividades similares.
  • Projetar empreendimentos que empreguem, durante a fase de operação, mão de obra local, idosos, menores aprendizes e/ou pessoas portadoras de necessidades especiais.
Marcas de referência

F1.3 MINIMIZAÇÃO DO CUSTO DA CONSTRUÇÃO

Objetivo

Buscar maior eficiência e eficácia na relação custo x benefício especialmente através do equilíbrio relacionado aos materiais, técnicas e tecnologias utilizadas sem, no entanto, comprometer a estrutura física da edificação, seu funcionamento e sua função social.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Empregar estratégias de projeto que otimizem a relação custo/benefício.
  • Especificar materiais menos onerosos, assegurando contudo a durabilidade, segurança e qualidade satisfatórias.
  • Empregar sistemas construtivos inteligentes, que minimizem os desperdícios e otimizem o tempo de execução da obra.
  • Empregar Processo de Projeto Integrado (Engenharia Simultânea).
Marcas de referência

Comparar o custo previsto por metro quadrado da construção com o CUB para Projeto Padrão Comercial "CAL-8 – Padrão Alto", divulgado mensalmente pelo Sinduscon ES (ABNT, 2006; CUB, Acesso em: 15 abr. 2011).

F2.1 IMPACTO NA PAISAGEM

Objetivo

Fornecer subsídios para o projeto de empreendimentos que impactem minimamente e/ou positivamente na paisagem, não só do entorno imediato da edificação, mas também em relação à sua interferência na visualização de marcos naturais e/ou culturais. Considerando especificamente os aspectos culturais e ambientais no contexto do Espírito Santo, objetiva-se ainda orientar o projeto visando reduzir o impacto ocasionado pelas edificações altas na visualização da cidade, buscando que as mesmas, na medida do possível, também requalifiquem a imagem da cidade. Nesse sentido, destacam-se ainda os aspectos referentes à escala do empreendimento e sua conformidade com o meio em que se encontra inserido e com os usuários, fatores fundamentais para o alcance da pretensa harmonia.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Projetar o empreendimento sem interferir na visual de marcos referenciais da cidade - tais como edificações históricas, perfil orográfico, orla marinha, etc. -, passíveis de visualização a partir do eixo visual dos espaços públicos de concentração de pessoas.
  • Projetar edificações com escala compatível com o entorno, sem ultrapassar em altura 1,5 vezes a altura da média das edificações do entorno.
  • Promover a permeabilidade visual da cidade, por meio do uso de afastamentos generosos e amplos.
  • Quando houver proximidade a mananciais, como por exemplo, rios, lagos, veios d’água, orlas, entre outros, projetar acessos e ligações aos mesmos, incentivando o uso público dos bens naturais.
  • Projetar edificações de forma a atribuir valores estéticos, identitários ou ecológicos ao empreendimento.
Marcas de referência

Considerando a complexidade do tema e visando auxiliar na avaliação do empreendimento, as marcas de referência baseiam-se nas respostas obtidas em um questionário, destacando-se que a opção "NÃO SE APLICA" deverá ser utilizada somente quando o empreendimento não corresponder às características pré-requeridas na pergunta.

Conteúdo avaliado Sim (1) Não se aplica (0) Não (-1)
1. O empreendimento não interfere na visual de marcos da cidade, como edificações históricas, montanhas ou mar, a partir dos espaços públicos?
2. A escala do empreendimento não ultrapassa em altura 1,5 vezes a altura da média das edificações do entorno?
3. Os afastamentos adotados na implantação da edificação possibilitam a permeabilidade visual do entorno?
4. Caso o empreendimento tenha alguma proximidade com aqüíferos como rios, lagos, veios d’água, orlas, permite-se o acesso ou alguma ligação com os mesmos?
5. É possível atribuir valor estético, identitário ou ecológico ao empreendimento?
Total

Soma: 0

F2.2 CRIAÇÃO DE ZONAS INTERMEDIÁRIAS, LIGANDO A EDIFICAÇÃO AO ENTORNO IMEDIATO

Criar ferramentas para promover uma melhor ligação do empreendimento ao entorno imediato, não necessariamente restrito aos limites do terreno, incentivando a criação e implantação de áreas que estimulem o uso e atraiam a população em geral.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Projetar áreas para a prática do descanso, lazer e/ou atividades desportivas e efetuar projeto paisagístico que favoreça e incentive a permanência dos usuários em geral nesses locais, propondo mobiliário urbano, sombreamento e infra-estrutura adequados.
  • Projetar jardins e/ou pequenas praças nas áreas exteriores do edifício, com espaços de transição atrativos, possibilitados pelo uso, por exemplo, de massas de vegetação, de água, de pisos com texturas diferentes, entre outros. Tais medidas devem ser adotadas visando o oferecimento da maior quantidade possível de experiências sensoriais, como, por exemplo, a criação de microclimas, de ilhas de silêncio ou de diferentes sensações olfativas.
  • Projetar áreas que permitam o uso do público em geral, tais como centros de vivência, praças, galerias, restaurantes e cafés.
  • Projetar áreas de paisagismo que favoreçam a utilização por indivíduos da fauna local – como os pássaros, por exemplo - através da proposição de variedade de vegetações, do acesso a água e da possibilidade de abrigo dos indivíduos atraídos.
  • Promover o conforto dos usuários e transeuntes, considerando que "o lugar deve ser sempre agradável e propiciar o conforto. Nos dias quentes, deve refrescar com sua sombra; nos dias frios, aquecer com o sol. E, sobretudo, deve ter proporção e escala compatíveis com o ser humano" (ABBUD, 2006).
Marcas de referência

Considerando a complexidade do tema e visando auxiliar na avaliação do empreendimento, as marcas de referência baseiam-se nas respostas obtidas em um questionário, destacando-se que a opção "NÃO SE APLICA" deverá ser utilizada somente quando o empreendimento não corresponder às características pré-requeridas na pergunta.

Conteúdo avaliado Sim (1) Não se aplica (0) Não (-1)
1. O empreendimento possui áreas para a prática de descanso, lazer e/ou atividades desportivas
2. O empreendimento possui áreas para a prática de descanso, lazer e/ou atividades desportivas e o seu paisagismo encontra-se favorável e convidativo ao usuário?
3. O empreendimento possui jardim(ns) externo(s)?
4. O empreendimento possui área (s) que permita (m) o uso do público em geral, como áreas de vivências, praças, restaurantes e cafés?
5. Essa (s) área (s) é (são) dotada (s) de mobiliário, sombreamento e infra-estrutura que permita (m) a permanência prolongada?
6. Essa (s) área (s) estimula (m) outros sentidos que não a visão? Ex.: criação de microclimas, de ilhas de silêncio ou de diferentes sensações olfativas?
7. O paisagismo favorece o uso por indivíduo (s) da fauna local?
Total

Soma: 0

F2.3 "GENTILEZA URBANA" - CRIAÇÃO DE ELEMENTOS QUE TORNEM AGRADÁVEL A PASSAGEM DO TRANSEUNTE

Objetivo

Propor ações e procedimento que promovam a passagem mais agradável aos transeuntes pelo empreendimento. Favorecer o diálogo entre o empreendimento e a via pública, promovendo a receptividade tanto aos usuários do empreendimento, como também às pessoas que circulam em sua proximidade. Promover uma escala compatível do empreendimento com o entorno e/ou o uso de artifícios para que sua escala não se torne opressora.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Promover a arborização de calçadas e/ou o entorno do empreendimento e dar preferência a afastamentos frontais amplos.
  • Projetar jardins externos voltados para a rua.
  • Usar artifícios sutis de demarcação do público e do privado, possibilitando a permeabilidade, física ou visual, como afastamentos amplos e principalmente frontais, com jardins, cercas vivas, gradis e/ou vidros transparentes, facilitando a circulação do vento e evitando muros fechados e aparatos opressores, tais como cercas elétricas e/ou de arame farpado;
  • Promover a utilização de artifícios como vegetação, coberturas ou marquises, nas adjacências da edificação ou no pavimento térreo, enquanto artifício para corrigir e melhorar as proporções e escalas do empreendimento para a escala do usuário ou observador.
Marcas de referência

Considerando a complexidade do tema e visando auxiliar na avaliação do empreendimento, as marcas de referência baseiam-se nas respostas obtidas em um questionário, destacando-se que a opção "NÃO SE APLICA" deverá ser utilizada somente quando o empreendimento não corresponder às características pré-requeridas na pergunta.

Conteúdo avaliado Sim (1) Não se aplica (0) Não (-1)
1. As calçadas do empreendimento são arborizadas?
2. O empreendimento possui afastamento frontal?
3. O empreendimento possui jardim externo voltado para a rua?
4. O empreendimento não possui barreira física (por exemplo, muro, gradil, cerca, etc.) de separação entre a rua e o terreno?
5. O empreendimento não possui barreira física de separação entre a rua e o terreno ou essa barreira física possibilita a permeabilidade visual?
6. O empreendimento não possui barreira física de separação entre a rua e o terreno ou essa barreira física possibilita a circulação de vento?
7. O empreendimento se utiliza de algum artifício para que sua escala não se torne opressora por parte dos usuários e transeuntes? Por exemplo: implantação de árvores de médio porte, marquises ou coberturas
Total

Soma: 0

F2.4 ABRANGÊNCIA DA COBERTURA VEGETAL

Objetivo

Promover o uso de vegetação e qualificar a cobertura vegetal do empreendimento.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Promover a preservação, manutenção e/ou recuperação da flora sempre que o terreno possuir alguma vegetação relevante.
  • Priorizar o emprego de massas de vegetação em área não construídas, em detrimento de pisos ou calçamentos.
  • Priorizar o uso de espécies nativas, principalmente as preservadas e/ou recuperadas, em detrimento das espécies introduzidas, nas áreas não construídas.
  • Elaborar projeto paisagístico que contemple o uso de materiais e vegetação locais;
  • Ampliar o limite visual do terreno promovendo a união com os arredores, através da continuação das massas verdes e unidades de paisagem.
Marcas de referência

Considerando a complexidade do tema e visando auxiliar na avaliação do empreendimento, as marcas de referência baseiam-se nas respostas obtidas em um questionário, destacando-se que a opção "NÃO SE APLICA" deverá ser utilizada somente quando o empreendimento não corresponder às características pré-requeridas na pergunta.

Conteúdo avaliado Sim (1) Não se aplica (0) Não (-1)
1. Se o empreendimento situar-se em local de vegetação nativa ainda preservada, total ou parcialmente, o mesmo mantém e/ou recupera essa vegetação?
2. A porcentagem de vegetação nativa preservada ou recuperada é superior a quantidade de vegetação introduzida?
3. A cobertura vegetal abrange entre 30 e 50% da área não construída?
4. A vegetação do empreendimento dá continuidade à vegetação existente nos arredores, criando “massas verdes” e/ou unidades de paisagem?
Total

Soma: 0

F2.5 COMPATIBILIDADE DO EMPREENDIMENTO COM A CONFIGURAÇÃO URBANA, OS VALORES CULTURAIS E PATRIMONIAIS LOCAIS

Objetivo

Auxiliar na qualificação do ambiente urbano, especificamente em relação aos valores culturais e patrimoniais, através da implantação de novos empreendimentos que promovam a adequação entre o novo e o existente.

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Quando o empreendimento estiver localizado próximo a algum bem patrimonial reconhecido socialmente ou institucionalmente, projetar o mesmo com morfologia compatível a do bem patrimonial.
  • Quando o empreendimento estiver localizado próximo a área de atividade social diferenciada e/ou manifestações de patrimônio cultural imaterial, projetar o mesmo considerando e respeitando as dinâmicas da atividade cultural.
  • Projetar o empreendimento de forma a respeitar a continuidade do traçado local, sem interromper fluxos referenciais para a cidade.
  • Projetar o empreendimento de forma a favorecer a visualização de marcos importantes, através de seus elementos arquitetônicos, como aberturas, varandas e mirantes voltados para o exterior do terreno ou para marcos da cidade.
Marcas de referência

Considerando a complexidade do tema e visando auxiliar na avaliação do empreendimento, as marcas de referência baseiam-se nas respostas obtidas em um questionário, destacando-se que a opção "NÃO SE APLICA" deverá ser utilizada somente quando o empreendimento não corresponder às características pré-requeridas na pergunta.

Conteúdo avaliado Sim (1) Não se aplica (0) Não (-1)
1. O empreendimento está localizado próximo a algum bem patrimonial reconhecido socialmente ou institucionalmente, e mantém uma morfologia compatível?
2. O empreendimento está localizado em área de atividade social diferenciada e/ou manifestações de patrimônio cultural imaterial e respeita sua dinâmica?
3. O empreendimento respeita a continuidade do traçado local, sem interromper fluxos importantes da cidade?
4. O empreendimento favorece a visualização de marcos importantes, através de seus elementos arquitetônicos? Ex.: aberturas, varandas, mirantes voltados para o exterior do terreno ou para marcos da cidade.
Total

Soma: 0

F2.6 MANUTENÇÃO DO VALOR PATRIMONIAL DAS INSTALAÇÕES EXISTENTES

Objetivo

Evitar perdas de valores culturais, históricos e/ou sociais que possam ser afetados pela instalação inadequada de um novo empreendimento e garantir a conservação da identidade local. Incentivar que os novos empreendimentos mantenham o valor patrimonial, quando houver, de edificações vizinhas, traçados, vazios urbanos e visuais relevantes

Recomendações, diretrizes, estratégias

  • Fazer consulta prévia ao IPHAN.
  • Projetar o empreendimento de forma a manter a edificação pré-existente, prevendo o aproveitamento da mesma para as novas atividades, considerando ainda o uso compatível de acordo com o potencial de adequabilidade da estrutura existente.
  • Promover a intervenção na edificação pré-existente de forma a não utilizar técnicas construtivas que resultem em um falso histórico.
  • Executar a intervenção na edificação pré-existente com valor patrimonial, efetuando todo o registro do processo de intervenção, através de fotografias, memorial descritivo, entre outros.
Marcas de referência

Considerando a complexidade do tema e visando auxiliar na avaliação do empreendimento, as marcas de referência baseiam-se nas respostas obtidas em um questionário, destacando-se que a opção "NÃO SE APLICA" deverá ser utilizada somente quando o empreendimento não corresponder às características pré-requeridas na pergunta.

Conteúdo avaliado Sim (1) Não se aplica (0) Não (-1)
1. A implantação do empreendimento em um terreno com edificação de comprovado valor arquitetônico, não prejudica o valor patrimonial previamente existente?
2. A edificação pré-existente é aproveitada na implantação do novo empreendimento, mantendo o valor patrimonial existente?
3. A edificação pré-existente é aproveitada na implantação do novo empreendimento, não sendo realizadas obras caracterizadas como um falso histórico na intervenção?
4. A edificação pré-existente é aproveitada na implantação do novo empreendimento, mantendo o valor patrimonial existente e executando o registro de todo o processo de intervenção?
5. A edificação pré-existente é aproveitada na implantação do novo empreendimento, mantendo o valor patrimonial existente e uso compatível com a estrutura existente ou adequadamente adaptada?
Total

Soma: 0


© Copyright 2011 - Av. Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras - Vitória-ES | Universidade Federal do Espírito Santo